Apesar do movimento sazonal de queda em toda virada de ano, o mercado de veículos usados começou o ano em patamar superior ao de 2024, ou seja, confirmando trajetória positiva .

Considerando carros, comerciais leves, caminhões, ônibus e motos, foram mais de 1,34 milhão de unidades negociadas em janeiro, alta de 9,3% sobre idêntico mês do ano passado. Em relação a dezembro, o recuo foi de 24,5%.

No comparativo interanual, o mercado de veículos leves 0 km cresceu modesto 1,4% e o de caminhões retraiu 30%.

O destaque positivo por idade do veículo usado foi o segmento de seminovos, aqueles com até três anos de uso, que evoluiu 27,9% no comparativo interanual, passando de 209.334 para 267.781 unidades.

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Esse movimento de alta maior dos seminovos em relação aos demais segmentos de usados vem ocorrendo desde o segundo semestre do ano passado, reflexo da desaceleração do ritmo de crescimento do mercado de 0 km.

Com crédito mais escasso, devido aos juros altos e da inadimplência maior, leva o consumidor a reduzir o gasto programado, partindo para um seminovo em detrimento do novo.

Dos demais segmentos do mercado de usados, o único que teve queda no comparativo com 2024 foi o chamado “usados maduros”, com 9 a 12 anos de uso, que retrai 8%. Já o de veículos “jovens”, de 4 a 8 anos de uso, teve expansão de 6,7% e os “velhinhos”, com mais de 13 anos, evoluiu 12,6%.

Os dados do mercado como um todo e das vendas por tempo de uso (veja tabela abaixo) foram divulgados esta semana para Fenauto, Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores.

Com relação à queda de janeiro sobre dezembro, a entidade explica que o movimento é natural por causa das despesas típicas de início de ano (IPVA, IPTU e matrículas escolares) e do período de férias.

Everton Fernandes, presidente da Fenauto, lembra que 2025 foi um ano excepcional, com recorde histórico, sendo natural que o mercado passe por essa estabilização no período que antecede o Carnaval.

“E mesmo com um calendário desafiador em 2026, que inclui Copa do Mundo e eleições — eventos que tradicionalmente alteram o ritmo do comércio —, estamos confiantes na continuidade dos bons negócios.”



 

Alzira Rodrigues
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