A chegada de novas marcas chinesas já alterou bastante o ainda incipiente segmento de veículos elétricos no Brasil. Seja pelo crescimento do número de vendas, seja pela participação de cada uma delas noi começo deste ano.

Em janeiro, foram licenciados 8,2 mil automóveis e utilitários leves movidos exclusivamente a bateria. A comparação com igual mês do ano passado impressiona pelo salto de nada menos do que 125%!

É também o segundo maior número da história de elétricos emplacados em um único mês. Perde apenas para dezembro último, quando chegaram às ruas 11,5 mil unidades.

Essa evolução foi acompanhada  e é decorrência da expansão de portóflios de produtos, mas sobretudo das ofertas inciadas por marcas como Geely, Zeekr, GAC, MG e Leapmotor nos últimos meses, dentre outras. Juntas, elas venderam cerca de 2 mil veículos em janeiro, 25% do total negociado.

A folgada liderança da BYD ainda segue, mas encolheu 10 pontos porcentuais frente ao 72% verificados ao longo de 2025, de acordo com a Fenebrave. Com participação 5,1 mil unidades e fatia de 62%, ficou à frente da Geely, que acumulou 1.337 unidades, 16,3% do total.

Exatamente um ano antes, quando a BYD deteve 68% dos emplacamentos no mês, a Volvo foi a segunda marca mais vendida, mas com somente 10% dos emplacamentos, imediatamente à frente da GWM (9,6%). Em janeiro último elas apareceram, respectivamente, apenas na quarta e sexta posições, com participações de 4,8% e 2,3%.

Das dez empresas que mais venderam elétricos neste princípio de 2026, quatro não estavam no País há um ano. Naturalmente, o maior destaque é a Geely, que começou com a oferta do SUV EX5 aqui no princípio do segundo semestre, para somente em novembro colocar nas lojas o compacto EX2.

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O modelo de entrada é o grande responsável pela rápida ascensão da marca no segmento de elétricos. Em janeiro,  somou 1.124 licenciamentos, 85% do total negociado pela Geely, e 14% do segmento.

Já apareceu como o sétimo hatch pequeno mais vendido, à frente dos tradicionais modelos a combustão Honda City e Citroën C3, que venderam pouco mais de 1 mil unidades cada, e do Peugeot 208, de modestíssimos 568 licenciamentos.

Se a “pizza” do segmento de veículos elétricos já tem mais pedaços, nos próximos meses eles serão ainda em maior número e, consequentemente, menores, com as marcas mais recentes e que estão para chegar ampliando a oferta, o perfil de produtos e as redes de concessionárias.


Foto: Divulgação

George Guimarães
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