As atividades no chão das fábricas de caminhões no mês passado seguiram arrefecidas. Apesar da alta de 18,6% no confronto com dezembro, de 5,723 unidades para 6.786, o volume produzido em janeiro foi 15,6% menor em relação há um ano, quando saíram das linhas 8.041 caminhões.

Segundo Igor Calvet, presidente da Anfavea, a queda já era esperada e segue o desempenho que já vinha apresentando desde meados do primeiro semestre de 2025.

“Cabe mencionar que também ocorreram férias coletivas mais longas. Agora, no entanto, há um fato novo com o Move Brasil, que torna o ambiente mais favorável”, observou durante apresentação do balanço do setor automotivo, na sexta-feira, 6.

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Calvet se refere ao programa do governo federal voltado à compra de caminhões lançado no início de janeiro e se entusiasma com a aprovação de R$ 1,3 bilhão em crédito em pouco menos de um mês.

“O programa é recente e ainda não se reflete na produção e nem nas vendas. Mas esperamos ter números mais vistosos nos próximos meses.”

Embora o Banco Central já tenha sinalizado com início de ciclo de redução da Selic, as taxas certamente continuaram elevadas por longo período, um dos maiores freios para o segmento de segmento de caminhão.

Com o programa, no qual foram alocados R$ 10 bilhões, o transportador se beneficia de taxas entre 12% e 13% ao ano ante índices que podem ultrapassar 20% em financiamentos feitos fora do Move Brasil.

O presidente da Anfavea admite não ter oficialmente pormenores das operações realizadas até o momento. Mas confirma ter ouvido relatos de concessionários e representantes de banco de montadoras, que a maior parte do recurso aprovado se destinou a frotistas para aquisição de caminhões novos.

“É a parcela do segmento mais estruturada para obter o crédito mais fácil. No entanto, ouvi também de casos de autônomos e pequenos frotistas.”


Foto: Divulgação Volvo

Décio Costa
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