A Ford reportou prejuízo líquido de US$ 11,1 bilhões no quarto trimestre de 2025 — US$ 8 bilhões no ano fiscal completo. A montadora estadunidense enfrentou números aquém do esperado em segmento de veículos elétricos e arcou com custos decorrentes de incêndio em fornecedora de alumínio.
Entretanto, a receita de US$ 45,9 bilhões no quarto trimestre superou as expextativas. O CEO Jim Farley prevê um cenário melhor para 2026.
A empresa projeta lucros antes de juros e impostos de US$ 8 bilhões a US$ 10 bilhões para 2026, mesmo com aguardados custos de cerca de US$ 2 bilhões devido às tarifas o impostas pelo governo dos Estados Unidos, boa parte sobre a aquisição de alumínio, e que já prejudicaram o desempenho financeiro no ano passado.
A sobretaxação, assim, foi um dos fatores que reduziram o lucro antes dos juros em 2025. A montadora projetava US$ 7 bilhões, mas encerrou com US$ 6,8 bilhões.
A fábrica de alumínio de Oswego, Nova York, não deverá estar operando integralmente antes de meados deste ano e continuará afetando os números da empresa.
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Por outro lado, Farley nutre grandes expectativas na oferta de modelos de alta tecnologia para o mercado local e internacional, inclusive por meio de parcerias, derivados de plataforma eletrificada faixa de US$ 30 mil, inclusive picape elétrica totalmente nova a partir de 2027.
“Esta é a alocação de capital correta. É uma combinação de parcerias onde faz sentido, investimentos eficientes em eletrificação parcial onde temos potencial de receita”, disse Farley.
O grupo de desensolvimento da nova plataforma elétrificada está centrado na Califórnia. Foi intencionalmente separado de Michigan para forjar novos processos de criação e produção capazes de rivalizarem em velocidade com as montadoras chinesas, que desenvolvem e lançam veículos na metade do tempo do que a própria Ford, segundo Farley.
Foto: Divulgação


