Após meses seguidos de alta, a importação de veículos desacelerou no início deste ano, com 71,8 mil unidades comercializadas no bimestre, volume 4,5% inferior ao do mesmo período de 2025.
Ao divulgar os dados, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, admitiu que o início das operações de montagem no País das chinesas BYD e GWM – respectivamente em Camaçari, BA, e Iracemáolis, SP – tem peso nesse desempenho.
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“A produção nacional está ficando mais robusta”, comentou o executivo, sem citar as marcas chinesas que já têm montagem local, mas destacando os investimentos anunciados pelas associadas da Anfavea de 2024 para cá.
A China segue na liderança dos países que mais enviam veículos para o mercado brasileiro, mas o volume que embarcou em fevereiro foi 11% inferior ao de janeiro – respectivamente, 15 mil e 16,8 mil unidades (veja tabela abaixo).
Também caíram as compras na Argentina (menos 13,6%, de 13,4 mil para 11,6 mil unidades) e no México (menos 8,7%, de 2,8 mil para 2,6 mil). Já a Colômbia ampliou a venda de veículos para o Brasil em 2% no mesmo comparativo, mandando para cá 1,7 mil unidades.
No caso das importações, a expansão dos últimos anos deve-se principalmente aos eletrificados chineses. Nesse contexto, a maior oferta de modelos híbridos produzidos no Brasil também pode estar contribuindo para a desaceleração dos importados.
Com relação ao mercado interno, a Anfavea também destacou a média de vendas diárias de fevereiro, que chegou a 10,2 mil unidades e é a segunda melhor para o mês nos últimos dez anos (só perde para 2020).

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