Indústria

Importados dominam 72% do mercado brasileiro de pneus

Com apoio de outras entidades, Anip encaminha manifesto para o MDIC alertando sobre crise sem precedentes

Mais uma vez a Anip, Associação Nacional das Indústrias de Pneumáticos, vem a público questionar a falta de uma política industrial que favoreça os fabricantes locais, impedindo a importação descontrolada de pneus, muitas vezes realizada de forma desleal.

Segundo a entidade, o setor vive crise sem precedentes. A participação do produto nacional no mercado de reposição, que era de 66% em 2021, caiu para inéditos 28% em janeiro deste ano. Ou seja, 72% dos pneus adquiridos no Brasil vêm de fora.

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Para tentar reverter esse quadro, a Anip entregou manifesto multissetorial ao MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com diagnóstico e propostas para promover a indústria nacional e seu ecossistema.

O documento alerta que toda a cadeia de produção do setor – incluindo produtores de borracha e fabricantes de aço, produtos químicos e têxteis – está sendo duramente afetada por produtos importados que chegam ao país em alto volume, incluindo situações com preços inferiores aos custos de produção no mercado internacional.

Além disso, as importações, em alguns casos, sequer cumprem as exigências ambientais previstas na legislação brasileira.

Rodrigo Navarro, presidente da Anip, desabafa: “Estamos vivendo um momento de grave risco de ruptura da cadeia de produção que pode levar à desindustrialização do setor, comprometendo a soberania nacional e a oferta de insumos estratégicos para o País”.

Dentre as entidades que a apoiam estão a Abiquim, Abrabor, Alpa, AMNPS, Apabor, Assoban, Fenabor, Firjan, Recbiclanip e Sinpec.

Dentre as propostas sugeridas, uma análise documental detalhada (antifraude) dos produtos que vêm de fora, ; comprovação de cumprimento de metas ambientais estabelecidas e celeridade na análise e adoção de direito provisório nas investigações antidumping em curso.

“Com a adoção dessas e outras medidas será possível estabelecer bases mais justas de competição, impedindo a destruição do ecossistema produtivo de pneus no Brasil”, complementa Navarro.


 

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Redação AutoIndústria

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