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Vendas em ascensão referendam acerto da GWM com Haval H9 e Poer

Modelos a combustão representam 22% das vendas da marca. Utilitário esportivo já incomoda o líder Toyota SW4.

A GWM acumulou 9,3 mil licenciamentos no primeiro bimestre e já aparece como a 11ª marca de automóveis e comerciais leves mais vendida no Brasil — praticamente empatada com a Nissan, que somou apenas duzentos emplacamentos a mais.

Frente ao mesmo período do ano passado, quando limitou-se a 4,6 mil unidades entregues aos clientes finais, a GWM deu um salto de nada menos do que 106%.

Boa parte desse crescimento se deveu ao lançamento de atualizações e novas versões de produtos já oferecidos desde  2023.

Outra, talvez bem maior, ao início de produção na fábrica de Iracemápolis, SP, em agosto, de seus atuais três produtos nacionais: os utilitários esportivos Haval H6 e H9 e a picape média Poer.

Os dois últimos montados sobre chassi e movidos por motores a diesel, o que, a rigor, representou uma surpresa no mercado brasileiro, onde a marca, desde o início de sua trajetória, no fim de 2022, era conhecida até então pelos modelos híbridos e elétricos.

Mas H9 e Poer estão comprovando rapidamente que há espaço para eles no mercado e sobretudo no portfólio da GWM, que, além do próprio H6, reúne ainda outros quatro modelos: Haval H6 GT, Tank 300, Wey 07 e o elétrico compacto Ora.

Juntos, os dois modelos a diesel responderam por 22% dos emplacamentos do primeiro bimestre, quase 2,1 mil unidades.

O utilitário esportivo de sete lugares à frente, com 1.554 licenciamentos e deixando para traz concorrentes tradicionais, como o Chevrolet Trailblazer, e  já “fazendo sombra” para o Toyota SW4, produto referência do segmento e que teve 2.261 unidades negociadas no período. Desde que chegou às revendas, em setembro, já são 3,5 mil unidades rodando pelo País.

Além do estilo “SUV raiz “, modernidade do projeto, nível de conteúdo acima da média, tecnologias e sofisticação, o H9 tem conquistado clientes também pelo preço para lá de competitivo.

A GWM pede R$ 330 mil pela única versão sem opcionais disponível,  R$ 95 mil a menos do que o SW4 intermediário ou R$ 147 mil abaixo da versão topo do modelo japonês.

A comparação com o Chevrolet Trailblazer resulta em discrepância semelhante: o H9 é R$ 90 mil mais barato. Em qualquer caso, um automóvel de entrada ou até um SUV compacto de “troco”.

Os números de emplacamentos da picape Poer são mais baixos, naturalmente, mas já superiores a de concorrentes bastante conhecidos do segmento e que dispõem de rede de revendas sensivelmente maiores. A presença bem maior de marcas e produtos na categoria também contribui para a pulverização das vendas.

 

São oferecidas no mercado brasileiro uma dezena de picapes médias nacionais e importadas, com capacidade de carga ao redor de 1 tonelada, a exemplo do modelo da GWM.  Mas, com 503 licenciamentos nos dois primeiros meses do ano, a Poer já aparece na quinta colocação, à frente, por exemplo, da Volkswagen Amarok ou Nissan Frontier.

A Poer tem as versões de acabamento Exclusive, que custa R$ 240 mil, e mesmo a de entrada Trail, com preço de R$ 220 mil, tem recheado pacote de sistemas de auxílio à condução, que inclui controle de cruzeiro automático adaptativo, frenagem automática de emergência ou sistema de alerta e manutenção em faixa de rodagem, dentre outros.

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Ambas têm motor 2.4 turbo diesel de 184 cavalos, transmissão automática de quatro velocidades e tração 4×4 com reduzida e diversos modos de condução. Trata-se do mesmo conjunto mecânico presente no Haval H9, que, também como a Poer, tem 10 anos de garantia.

São sinais de que o discurso inicial dos executivos da GWM de que a picape tem atributos para alcançar as “prateleiras mais altas” das vendas do segmento pode se confirmar na prática dos licenciamentos.

Ainda mais quando se sabe que a montadora já admitiu que pretende ter capacidade produtiva anual de 300 mil veículos no Brasil, seis vezes maior do que a atual, e que, para isso, já definiu uma segunda fábrica aqui e confirmada para o Espírito Santo.


Foto: Divulgação

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Publicado por
George Guimarães

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