Indústria

Com números da BYD e GWM, produção em março é a maior desde 2018

Apesar do desempenho surpreendente do mês, presidente da Anfavea diz que ainda não é tempo de comemorar

Com mercado interno e exportações em alta, a produção de veículos, incluindo leves e pesados, atingiu 264,1 mil unidades em março. O volume, que é o maior para o mês desde 2018, contempla também os carros montados no País pelas chinesas GWM e BYD.

Com relação a fevereiro, quando as montadoras fabricaram 206,9 mil veículos, houve alta de 27,6%. O índice é ainda maior, de 35,6%, se a comparação for com o mesmo mês de 2025  (194,8 mil unidades), conforme balanço divulgado pela Anfavea nesta quarta-feira, 8.

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Com 257,8 mil emplacamentos, março acelera o mercado de veículos leves

Com o desempenho positivo de março, a produção no trimestre atingiu 634,7 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, expansão de 6% sobre as 598,8 mil unidades de idêntico período do ano passado.

Ao divulgar os números, Igor Calvet, presidente da Anfavea, fez questão de destacar o resultado surpreendente de março, que teve o melhor mercado interno desde 2013. “Foram quase 270 mil emplacamentos, expressiva alta de  45% sobre fevereiro e de 37,5% com relação ao mesmo mês de 2025”, destacou o executivo.

Na série histórica mensal, a produção foi a maior desde outubro de 2019. Assim como comentado pelo presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, também o da Anfavea atribuiu o resultado à pressão competitiva do mercado em março, marcado por promoções e descontos generalizados.

Ele lembrou que só neste ano chegaram 11 marcas chinesas no mercado brasileiro, fator decisivo para que o mês como um todo fosse extremamente bom.

Considerando leves e pesados, o mercado interno no trimestre registra crescimento de 13,3%, com total  de 620 mil emplacamentos ante os 552 mil dos primeiros três meses de 2025.

Apesar de ter insistido em definir março como surpreendente, Calvet fez questão de dizer que ainda não é tempo de comemorar. “Não dá para dizer que é tendência. O foco é abril e os próximos meses. São eles que vão definir como vamos lidar com o restante do ano e, por isso, por enquanto vamos manter nossas projeções”.

Ele falou sobre os juros altos no Brasil e também sobre a guerra EUA/Irã, que tem provocado instabilidade econômica mundial e impede maior clareza sobre o futuro do setor.


Foto: Divulgação BYD

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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