Mercado

“Briga por uma fatia da pizza” aquece mercado de 0 km

Fenabrave diz que promoções com juro zero e outros benefícios foram decisivas para a alta de 15,4% no trimestre

A intensificação das promoções no mercado de veículos leves 0 km em março é considerada decisiva pela Fenabrave para o aquecimento das vendas no mês e a alta de 15,4% no acumulado do primeiro trimestre.

Houve outros fatores, como o maior número de dias úteis e os reflexos positivos do programa do Carro Sustentável, mas ninguém esperara o movimento registrado nas concessionárias em março.

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Só no segmento de leves, foram 258,2 mil emplacamentos, alta de 46,07% sobre fevereiro e de 30,2% sobe o mesmo mês do ano passado. No trimestre, foram licenciados 597,5 mil carros e comerciais leves, ante os 517,8 mil de idêntico período de 2025.

Ao divulgar os números, o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, admitiu que o ambiente comercial mais ativo foi o principal responsável pelo aquecimento do mercado.

“O acirramento da concorrência entre as marcas no Brasil gerou uma série de promoções que favoreceu o desempenho no mês passado e no trimestre, também favorecido pelo maior número de dias úteis e o programa Carro Sustentável, que representou mais de 27% das vendas nos três primeiros meses”, informou o executivo.

Arcelio reconhece que as marcas chinesas viraram o ano com estoques elevados, o que favoreceu a realização de promoções, mas disse que o movimento hoje é generalizado em todas as redes: “Não teve nacionalidade neste caso. Todos estão buscando uma maior fatia na pizza que é a mesma”.

Sobre até quando o setor terá fôlego para sustentar as promoções, ninguém arrisca palpites. Certo é que ninguém esperava os resultados obtidos no mês passado. Números que até poderiam levar a Fenabrave a rever suas projeções para o ano, que contemplam índices bem inferiores aos registrados até o momento nos segmento de carros, comerciais leves e motos.

Mas Arcelio disse que a Fenabrave prefere ser cautelosa, em função das questões geopolíticas mundiais, e esperar até julho, quando já terá o balanço do semetre, para eventuais mudanças nas metas de 2026.


 

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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