É um volume esquivalente a quase 6 meses de venda. No caso dos nacionais, são apenas 21 dias.

A chegada de 11 marcas chinesas ao Brasil neste início de ano contribui para manter elevado o estoque de carros importados, que atingiu total de 257,7 mil unidades em março, equivalentes a 169 dias ou quase seis meses de venda. No caso dos modelos nacionais, são 176,5 mil veículos leves estocadas, apenas 21 dias.
Daí a pressão competitiva citada várias vezes pelo presidente da Anfavea, Igor Calvet, durante divulgação do balanço setorial, que trouxe números surpreendentes em todos os indicadores, mas em particular no mercado interno, que registrou quase 258,2 mil emplacamentos de carros e comerciais leves, 46% a mais do que em fevereiro.
Grande parte do estoque de importados é de veículos chineses, hoje responsáveis por mais da metade das compras no exterior. No balanço dos três primeiros meses, os emplacamentos de modelos vindos do país asiático cresceram 68,9%, saltando de 32,1 mil para 54,3 mil unidades no comparativo interanual.
Em contrapartida, caíram 24,4% as importações provenientes da Argentina, de 52,9 mil para 40 mil veículos. Enquanto a China ampliou market share entre os importados de 32,1% para 54,3%, a fatia do país vizinho baixou de 52,9% para 40%. No trimestre, as importações em geral cresceram apenas 5,6%, abaixo da média de expansão do mercado de veículos leves, que foi de 15,4%.
Ao revelar os números do setor nesta quarta-feira, 8, Calvet fez questão de ressaltar que março foi realmente um mês surpreendente, mas deixou claro que ainda há alguns alertas, dentre os quais os emplacamentos de importados, especialmente os provenientes da China.
Com o aumento da oferta, principalmente de carros chineses eletrificados, a pressão competitiva acelerou as promoções, resultando em balanço altamente positivo do mercado. Calvet lembrou que 11 novas marcas do país asiático desembarcaram no Brasil neste início de ano.
De positivo, o presidente da Anfavea citou a maior participação de modelos nacionais entre os eletrificados, que passou de 23% para 42% em um ano. “De primeiro de janeiro a 6 de abril, o número total de venda de elétricos e híbridos ultrapassou 100 mil unidades”, informou.
Questionado sobre a invasão chinesa, Calvet disse que a Anfavea não faz distinção de origem de capital. Sua única defesa é que haja investimento no País em produção para evitar concorrência desleal.
Foto: Divulgação/Geely
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