Indústria

Anfavea divulga carta aberta contra alterações nas regras de importação

Documento foi emitido após BYD defender mudanças no cronograma das alíquotas em vigor

AAnfavea divulgou nesta sexta-feira, 19, carta aberta para reafirmar a importância de se preservar, integralmente, o cronograma de recomposição tarifária para importação de automóveis elétricos e de se manter o fim das cotas de importação de kits para a montagem de veículos sem o devido recolhimento de tributos.

O documento foi emitido após pressão da BYD junto ao governo federal para que sejam reativadas as cotas de importação de elétricos livres de impostos, expiradas em janeiro, e postergada a alíquota de 35% que entra em vigor no próximo mês para unidades SKD/CKD (desmontadas e semidesmontadas).

LEIA MAIS

Estoque beira 500 mil veículos, 329 mil importados

O assunto pode ser tratado ainda nesta sexta-feira, na reunião do CAT (Comitê de Alterações Tarifárias) da Camex, assim como na reunião do Gecex (Comitê Executivo da Câmara de Comércio) na próxima terça-feira.

Para a Anfavea, “manter as medidas tal como foram anunciadas é assegurar a previsibilidade e a estabilidade das regras sobre as quais o setor automotivo decidiu investir no País”.

A entidade lembra que a política de transição das alíquotas de importação para veículos elétricos foi estabelecida em 2023 e aperfeiçoada em 2025, após processo de discussão entre o governo e setor produtivo.

“O cronograma vigente é uma solução equilibrada, que conciliou o necessário avanço da eletrificação no País com a necessidade de estimular investimentos locais”, destaca a Anfavea na carta aberta.

A entidade ressalta que 11 novas marcas chegaram ao mercado brasileiro somente no primeiro trimestre deste ano, com os estoques de carros importados atingindo o equivalente a 150 dias de vendas.

“Isso mostra que o período de redução de tarifas vem sendo usado por algumas empresas para o abastecimento antecipado, o que certamente distorcerá as condições comerciais oferecidas pelos competidores brasileiros”, avalia a entidade que representa as montadoras aqui instaladas.

A Anfavea também lembra que as suas associadas aceleraram a ampliação de portfólio, associando-se a novas marcas e robustecendo os planos de fabricação nacional, “tudo sem pedir cotas ao governo ou qualquer mudança nas regras previamente acordadas”.

Estudo da associação aponta que a eventual massificação da fabricação de veículos com o uso de kits importados significaria perda potencial de R$ 96,8 bilhões em vendas para o setor de autopeças, redução de R$ 24,3 bilhões em arrecadação para o governo federal e a eliminação de cerca de 68 mil empregos diretos e 191 mil em toda a cadeia.


Foto: IA

Compartilhar
Publicado por
Redação AutoIndústria

Notícias recentes

Com compras estimadas em R$ 35 bilhões, VW elege seus melhores fornecedores

Foram eleitos parceiros do Brasil e Argentina em 13 categorias

% dias atrás

Move Brasil Táxi & App estreia nesta sexta-feira

Motoristas contemplados no programa já podem procurar concessionária para dar início à análise de crédito

% dias atrás

VWCO amplia exportações ao Panamá com veículos especiais

Novas remessas atendem a aplicações críticas em apoio ambiental e ao transporte de valores

% dias atrás

Stellantis consolida economia circular com 1 mil veículos desmontados em Osasco

Circular AutoPeças vendeu mais de 8 mil componentes de reposição e recuperou 740 toneladas de…

% dias atrás

Rápida, GAC já oferece cinco modelos para taxistas e PcD

Valores variam de R$ 127 mil a R$ 168 mil com opções de SUVs, sedã,…

% dias atrás

Renault habilita quatro modelos no Move Brasil – Táxi & App

Com Kwid, Kardian, Duster e Boreal, preços contemplados no programa vão de R$ 60,6 mil…

% dias atrás