Medidas devem ser avaliadas em reunião da cúpula global no começo de julho

Segunda maior montadora do mundo, a Volkswagen pode estar encaminhando uma das maiores reestruturações de sua longa história de quase 100 anos.
Órgãos de imprensa alemães e agência internacionais asseguram, nesta sexta-feira, 26, que o grupo estuda fechar quatro fábricas na Alemanha e ampliar os cortes globais para quase 100 mil empregos até o fim desta década.
Segundo a agência de notícias Reuters, as medidas, que visam aumentar a competitividade, especial das operações europeias diante da ascensão das marcas chinesas na região, devem ser discutidas em reunião da cúpula da empresa prevista para 9 de julho.
A revista Manager Magazin é a responsável pelas primeiras informações a respeito do plano de eventual fechamento das fábricas de Hanover, Zwickau, Emden e de Neckarsulm, base produtiva de modelos da Audi, o que poderá representar 45 mil demissões, além das 50 mil já acordadas com os sindicatos de trabalhadores.
O CEO Oliver Blume teria apresentado esta semana aos principais dirigentes do grupo ainda a proposta de reduzir em 15% os investimentos da empresa, para pouco mais de € 130 bilhões, nos próximos cinco anos.
Procurada, a Volkswagen preferiu não comentar oficialmente. Em nota encaminhada à revista, limitou-se a afirmar que “fatos relevantes” sobre o assunto serão discutidos por órgãos competentes.
“Não nos anteciparemos a esse processo.O conselho executivo do grupo enfatizou repetidamente que nosso modelo de negócios atual não funciona mais para todas as marcas em sua forma atual”, diz o texto.
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Em março, o balanço referente a 2025 explicitou as dificuldades e desafios que a maior montadora europeia vem enfrentando. Com o faturamento praticamente estagnado em € 322 bilhões e 9 milhões de veículos entregues, 0,2% a menos do que no ano anterior, o grupo teve lucro líquido de € 6,9 bilhões, drástica queda de 44%.
Na oportunidade, Blume antecipou em carta aos acionistas que seu plano de redução de custos previa a eliminação de 50 mil postos de trabalho na Alemanha até 2030, ante os 35 mil empregos negociados e acordados com os sindicatos locais.
“Estamos percebendo que o modelo de negócios que nos sustentou por décadas não funciona mais e o quão volátil e frágil é o nosso mundo”, escreveu Blume.
Foto: Divulgação
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