Presidente da Fenabrave admite que bancos não estavam liberando crédito para os motoristas por falta de garantia

Apesar de sua vigência ter sido anunciada para o último dia 19 de junho, o programa Move Brasil – Táxi & App não tinha deslanchado até agora, o que deve mudar a partir desta quinta-feira, 2, com o início da operacionalização do FGI (Fundo Garantidor para Investimentos).
O presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, admitiu que os bancos praticamente não tinham liberado créditos solicitados por taxistas e motoristas de aplicativos no âmbito do Move Brasil por causa da falta de garantia de pagamento.
“Como o programa envolve profissionais que não têm, em sua maioria, como comprovar renda, o risco é maior e o crédito fica mais seletivo. Por isso, era necessário tornar o FGI operacional, o que deve estar ocorrendo hoje conforme prometido ontem (quarta-feira, 1) pelo governo federal”, informou o executivo.
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A iniciativa, segundo ele, vai contribuir para renovar uma frota que é instrumento direto de trabalho para milhares de profissionais: “Com uma implantação muito recente e que teve entraves para a aprovação cadastral inicial, esse volume deve ser mais consistente ao longo dos próximos meses, com a operacionalização do FGI”.
Entre os segmentos a serem beneficiados, o presidente da Fenabrave cita o de compactos 100% elétricos, dominado pelos chineses.
Venda adicional de 200 mil carros
O FGI é um fundo do BNDES que elimina a exigência de garantias reais (como imóveis ou veículos), assumindo parte do risco de inadimplência.
O Move Brasil – Táxi & App libera linha de crédito de R$ 30 bilhões que oferece juros mais baixos, prazos de até 72 meses, isenção de entrada e carência de até 6 meses. O BNDES coordena o programa mas cabe aos bancos privados e públicos a aprovação do crédito.
A estimativa é que essa iniciativa do governo federal gere vendas adicionais da ordem de 200 mil veículos, volume que considera o valor máximo de R$ 150 mil do veículo a ser adquirido por taxistas e motoristas de aplicativos.
Segundo Arcelio Jr, esse volume já está contemplado na nova projeção da entidade para o mercado de veículos leves, que deve crescer 8,8% em 2026, totalizando mais de 2,77 milhões de emplacamentos.
Foto: Divulagação
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