Indústria

BMW reduzirá em até 8 mil empregos seu quadro mundial

Cortes devem ocorrer até 2027 e representam mais de 5% da força de trabalho

Não mais a onda, mas o tsunami de fabricantes chineses que tem forçado a revisão de planos, atuação e infraestrutura industrial de montadoras ocidentais, ganha mais um ilustrativo capítulo: na busca por custos menores, a BMW pretende reduzir em pelo menos 5% seu quadro mundial de funcionários.

A tradiciondal fabricante de veículos de luxo anunciou nesta quarta-feira, 29, programa para a eliminação de cerca de 8 mil postos de trabalho até o fim de 2027.

As demissões, afirmou a empresa, ocorrerão, principalmente, por meio de programas de desligamento voluntário, aposentadorias e rotatividade natural, sem atingir diretamente os trabalhadores das linhas de produção.

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As medidas, disse a BMW, foram negociadas com representantes dos empregados e envolverão trabalhadores das áreas administrativas, de desenvolvimento, pesquisa, planejamento e gestão.

A maior parte dos cortes deverá ocorrer na Alemanha, onde a BMW concentra mais da metade de seus cerca de 150 mil funcionários.

Na prática, a montadora repete estratégia já admitda ou que está sendo encaminhada por suas concorrentes alemãs Mercedes-Benz e Grupo Volkwagen, que igualmente sofrem com o avanço das marcas chinesas em mercados-chave e, por outro lado, com a demanda mais fraca na China, hoje o principal polo de vendas das fabricantes premium.

Em comunicado, a empresa, que já havia revisto para baixo suas projeções financeiras para este ano, reafirmou que “pretende preservar sua competitividade em um ambiente de profundas transformações tecnológicas e econômicas”, mas, diferente das montadoras conterrâneas, não falou em fechamento de fábricas ou cortes produtivos.

O texto também destaca a afirmação do novo CEO da BMW, Milan Nedeljkovic, de que “a indústria vive uma mudança estrutural sem precedentes e que a companhia precisa adaptar sua estrutura para manter a rentabilidade no longo prazo”.


Foto: Divulgação

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Publicado por
Redação AutoIndústria

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