As exportações ajudaram, e muito, no desempenho da produção brasileira de veículos leves e pesados em 2025. Os embarques para dezenas de países responderam por cerca de 20% de todos os automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus que deixaram as linhas de montagem no ano passado.

Seguiram para o exterior 528,8 mil unidades, crescimento de 32% diante do resultado registrado em 2024. Em números absolutos, a diferença se aproximou de 130 mil unidades.

Os automóveis de passeio e comerciais leves, naturalmente com maior participação, foram a mola principal desse avanço. Sozinhos, somaram 495,4 mil unidades, 40% a mais do que a frota enviada para fora no ano anterior.

Outro fator que impulsinou sobremaneira os negócios foi a Argentina. O país vizinho seguiu como o maior polo consumidor dos veículos brasileiros.

Para lá foram embarcados nada menos do que 302,5 mil veículos, 85,6% a mais do que um ano antes, refletindo a forte recuperação do mercado local.

Os argentinos, assim, compraram 57% do total de unidades embarcadas. O segundo maior mercado internacional dos veículos fabricados aqui foi o México.

Com partipação, porém, muito menor, apenas 15% sobre o total, já que o país comprou somente 79,2 mil unidades, 16,5% a menos.

Ainda assim, manteve larga vantagem sobre a Colômbia, que, embora crescendo 19,5%, foi destino de somente 42,2 mil unidades.

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A forte recuperação das exportações em 2025 não deve se repetir este ano. Igor Calvet, presidente da Anfavea, revelou nesta quinta-feira, 15, que a entidade projeta quase um equilíbrio nos embarques, algo como 536 mil veículos até dezembro.

Se assim for, o avanço será de apenas 1,3% sobre 2025, com os automóveis respondendo por 503 mil, 1,5% a mais, enquando os negócios com caminhões e ônibus devem oscilar negativamente 1,1%, permanecendo no patamar de 33 mil unidades, calcula a associação das montadoras.


Foto: Divulgação

George Guimarães
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