As marcas automotivas chinesas, em especial a BYD, seguem pleiteando incentivos para importação de unidades CKD/SKD, medida que não conta com o apoio da Anfavea e tem levado a entidade a buscar apoio de outros segmentos da sociedade para impedir a volta da alíquota zero para esses kits.

Nesta quinta-feira, 12, a associação das montadoras aqui instaladas emitiu comunicado revelando ter recebido apoio de 19 centrais e sindicatos de trabalhadores pela não renovação do incentivo à importação de CKD e SKD.

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A alíquota zero de importação em regime de cotas, que teve vigência por seis meses e foi encerrada no último dia 31, será tema de uma reunião da Cacex, Câmara de Comércio Exterior, razão dos fabricantes locais estarem preocupados.

Ainda hoje a Cacex terá uma reunião, mas não é certeza se o tema já estará em pauta.

“A adesão inequívoca de todos os sindicatos e centrais que representam o chão de fábrica é uma sinalização do quanto a simples montagem de veículos importados pode afetar os empregos em toda a cadeia automotiva brasileira, com enormes impactos econômicos e sociais para o país”, afirmou Igor Calvet,  presidente da Anfavea.

Assinam a carta às autoridades federais CUT, Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (FitMetal) e outros 14 sindicatos das principais regiões do país com fábricas de automóveis, entre eles o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Outras entidades da cadeia automotiva, como o Sindipeças, já  tinham manifestado apoio à Anfavea, assim como os CEOs das fabricantes de veículos, congressistas, governadores e federações industriais dos Estados com fábricas de veículos e/ou motores.


 

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