O crescimento das vendas na América do Sul e Europa de 10% e 5%, respectivamente, é uma das poucas boas notícias apresentadas no balanço anual do Grupo Volkswagen de 2025. Divulgados nesta terça-feira, 10, os números financeiros globais não deixam dúvidas das dificuldades e desafios que a maior motadora europeia vem enfrentando.

Com o faturamento praticamente estagnado em € 322 bilhões e 9 milhões de veículos entregues, 0,2% a menos, o grupo viu seu lucro líquido limitado a € 6,9 bilhões, drástica queda de 44%, e o lucro operacional reduzido em 53%, para € 8,9 bilhões.

Os resultados, justificou a empresa em comunicado, foram afetados por encargos adicionais de € 9 bilhões, sendo € 5 bilhões relacionados à desaceleração da Porsche na migração para veículos elétricos e € 3 bilhões referentes às tarifas dos Estados Unidos, além de € 1 bilhão desembolsado no atual programa de reestruturação, além do aumento da concorrência asiática e mercados estagnados ou em queda.

Para 2026, o grupo sediado em Wolsburg projeta margem operacional de 4,4% a 5,5% ante somente os 2,8% consolidados em 2025, assim como marginal crescimento da receita de até 0,3%.

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Com forte corte de custos e um intenso programa de lançamentos de produtos em mercados-chave, como a China, a ideia é elevar a margem operacional para algo proxímo de 8% ou até 10% até o final desta década.

Em carta aos acionistas, o CEO Oliver Blume deu outra notícia ruim, sobretudo para os trabalhadores. O atual plano de redução de custos do grupo previa o corte de 35 mil empregos na Alemanha até 2030, número já negociado e acordado com os sindicatos locais. Agora Brune fala em eliminar 50 mil postos no mesmo prazo.

“Estamos percebendo que o modelo de negócios que nos sustentou por décadas não funciona mais e o quão volátil e frágil é o nosso mundo, com novos problemas surgindo a cada mês”, disse Blume, ponderando sobre as tensões geopolíticas, como a guerra no Oriente Médio e a guerra de tarifas.


Foto: Divulgação

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