Ignorando movimento sazonal que em geral afeta o mercado de veículos como um todo, o segmento de motocicletas conseguiu vender mais em janeiro do que em dezembro.
Foram apenas 27 unidades de diferença, com total de 151.952 unidades, mas algo incomum na virada de ano, tanto é que no caso dos automóveis a queda foi de 35% nesse mesmo comparativo.
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Com relação ao primeiro mês de 2024, quando foram licenciadas 143.326 unidades, houve crescimento de 6%. Ao divulgar os números, a Fenabrave atribuiu o avanço no mercado de duas rodas ao setor de serviços, ou seja, à demanda crescente por entregas delivery a partir da pandemia da Covid-19.
“Além disso – complementou o presidente da entidade, Arcelio Junior -, temos a crescente busca por mobilidade individual e esses dados devem, novamente, puxar os números do segmento para cima, em 2025”.
Assim como aconteceu no ano passado, a procura por motos tende a crescer este ano acima do mercado de automóveis e comerciais leves. Pelas projeções da Fenabrave, as altas serão de, respectivamente, 10% e 5%.
Se confirmada a previsão, serão comercializada 2.063.593 motos em 2025, ante total de 1.875.903 de 2024.
A Fenabrave também divulga números relativos a motocicletas eletrificadas, “um mercado ainda em formação e com carência de marcas”.
Foram apenas 1.026 emplacamentos em janeiro, mas o quadro deve mudar ao longo deste ano a partir da produção local de modelos da Yamaha, já iniciada, e também da Honda, que promete novidades nesse sentido para março.
“O volume ainda é modesto, mas poderá crescer no futuro”, admite o presidente da Fenabrave.
Foto: Divulgação/Roxmoto
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