Tudo bem, trata-se de uma empresa que se dedicou ao longo de décadas exclusivamente ao abastecimento de veículos a combustão, mas a Shell também opera 75 mil carregadores em todo o mundo e, assim, tem enorme interesse no resultado de pesquisa própria que desenvolve a cada ano em mercados importantes.

A empresa petrolífera acaba de divulgar levantamento, feito com cerca de 15 mil motoristas, incluindo da Grã-Bretanha, China, Estados Unidos e Alemanha, que indicou ser crescente a indisposição pela troca de veículos a combustão por aqueles movidos exclusivamente elétricos.

Esse tendência é ainda mais evidenciada pelos consumidores europeus, aponta o estudo. A motivação principal segue sendo a mesma de cerca de duas décadas atrás: o preço superior dos carros elétricos frente aos movidos a gasolina ou diesel.

Mesmo em mercados com consumidores de poder aquisitivo elevado, a diferença ainda é bastante significativa, da ordem de um terço.

Dos consumidores europeus ouvidos, somente 41% consideram trocar seu veículo a combustão por um modelo elétrico. Na consulta realizada em 2024, essa fatia era mais expressiva, 48%. Nos Estados Unidos o índice também encolheu, ainda que em menor grau, para 31%.

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“A Europa nos surpreendeu. A maior barreira à entrada é o custo do veículo. A ansiedade pela autonomia ainda existe, mas está diminuindo”, avaliou David Bunch, chefe de mobilidade da Shell.

Outro dado relevante para o mercado de elétricos e que traz algum alento: para metade dos europeus, a oferta de carregamento público melhorou no último ano, percepção que chegou a 74% no caso dos chineses ouvidos ou a 80% dos motoristas estadunidenses.

Mas somente 17% dos consultados na Europa afirmam que o carregamento público já oferece uma boa relação custo-benefício. Enquanto na China e Estados Unidos a proporção é de 69% e 71%, respectivamente.


Foto: Divulgação

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