Apesar dos muitos movimentos já encaminhados visando a expansão das exportações para diversos mercados, o Brasil segue como o grande destino dos automóveis da BYD em 2025.
A marca chinesa colocou em navios rumo a países da Europa, Américas e também da Ásia, no primeiro semestre, 443,1 mil automóveis e comerciais leves, salto próximo de 120% com relação aos embarques registrados em igual período do nao passado.
Do total, o Brasil absorveu mais de 10%, com 47,7 mil unidades vendidas de janeiro a junho – 57,4 mil caso consideradas as vendas do mês passado também —, muito à frente de polos importantes, como Espanha e Itália, que estão sendo utilizados como “cabeça-de-ponte” da marca para avançar na Europa.
Os espanhois compraram 10,2 mil veículos BYD no primeiro semestre — a Tesla, para efeito de comparação, negociou 7,2 mil unidades no país. As vendas na Itália estiveram em patamar semelhante: 9,5 mil veículos eletrificados, mais do que BMW e Tesla.
Depois do Brasil, os maiores mercados nos seis primeirosmeses deste ano foram asiáticos. A Tailândia, onde a BYD já tem fábrica desde o ano passado e cujas exportações se limitarão a países vizinhos, comprou 24 mil veículos. Na Indonésia foram 14,1 mil, além de outras 5,7 mil da Denza, marca premium da BYD.
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A BYD tem como meta alcançar metade de suas vendas fora da China até 2030. A quase totalidade de modelos híbridos e elétricos, ou de novas energias, como prefere nomear a montadora.
Por enquanto, esse índice tem girado em volta dos 20%, mas tendo quase que totalmente unidades fabricadas somente na China.
No primeiro semestre, a montadora negociou pouco mais de 2,1 milhões de automóveis e comerciais leves em todo o mundo, em ritmo abaixo do necessário para superar as imaginadas mais de 5 milhões para o ano todo.
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