A Leapmotor, sétima marca da Stellantis no Brasil, lançará seu primeiro veículo, o C10, em novembro. O SUV será apresentado oficialmente antes mesmo do Salão do Automóvel, previsto para a última semana do mês e que será palco da primeira grande aparição pública do modelo e da marca chinesa.
O C10 será oferecido em duas versões: uma totalmente elétrica e outra híbrida, batizada de REEV e que tem o motor combustão apenas para gerar energia para as baterias ou para o motor elétrico que impulsiona o veículo. Na prática, portanto, o motorista estará sempre conduzindo o carro com tração elétrica.
Um segundo modelo, o B10, também SUV, mas de porte inferior, também será importado da China e apresentado em novembro. Mas chegará ao mercado, inicialmente, apenas na versão movida integralmente a bateria. A importação da REEV, contudo, já está confirmada para os meses seguintes.
A Leapmotor começará sua operação no País com 36 concessionárias em todos as regiões. Naturalmente, a maioria em cidades responsáveis pela maior parcela de licenciamentos de modelos eletrificados, como as do Sudeste, que representam quase a metade do total no acumulados dos primeiros nove meses de 2025.
A depender da estratégia comercial da Leapmotor — leia-se preços que serão praticados para a versão única de acabamento que será oferecida —, o C10 pode, sim, gerar dúvidas nos consumidores que hoje optam por, por exemplo, utilitários esportivos das também chinesas BYD e GWM.
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Mais ainda: despertar a atenção até mesmo dos tradicionais compradores do Commander, da Jeep, marca coirmã da Leapmomor na Stellantis, e outros concorrentes do mesmo porte.
Ainda que com perfil e aplicação um tanto diferentes. O C10 se aproxima mais de um crossover, um veículo com proposta evidentemente urbana, muito mais do que o Commander, para ficar na comparação em família.
É notável o excelente espaço interno para todos os cinco ocupantes e o acabamento esmerado em todo o interior. Adota recursos comuns à maioria dos lançamentos do segmento, como amplo quadro de instrumentos digital e enorme multimídia, mas com painel e acabamentos mais sóbrios, sem rebuscamentos em comandos.
Foto: AutoIndústria
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