Mercado

Anfavea revê para cima metas de emplacamentos e de produção

Entidade aposta em crescimento de 7,3% no mercado interno, ante os 4% previstos anteriormente. A produção deverá crescer 25,2% este ano.

Por Alzira Rodrigues

Diante dos bons resultados de agosto, a Anfavea reviu para cima as metas de vendas internas e de produção para este ano. Ante previsão de crescimetno de 4% no número de emplacamentos, aposta agora em alta de 7,3%, o que representará vendas internas na faixa de 2,2 milhões de veículos. A produção foi reprogramada para cerca de 2,7 milhões de unidades, alta de 25,2% contra os 21,5% projetados anteriormente.

Os números foram divulgados na quarta-feira, 6, pelo presidente da Anfavea, Antonio Megale, que destacou sinais positivos na economia, como inflação mais baixa, queda da inadimplência, menorres taxas de juro e retomada dos empregos – só as montadora contrataram 1,1 mil novos funcionários no mês passado.

As vendas de veículos em agosto totalizarm 216,5 mil unidades, o melhor resultado em vinte meses. Tal desempenho representou crescimento de 17,2% sobre julho e de 17,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano já foram vendidos 1,42 milhão de veículos, alta de 5,3% sobre o período janeiro-agosto de 2016.

A média diária de vendas, de exatos 9.415 veículos, é a mais alta desde 2015. Em julho essa média foi de 9.284, já acima da faixa de 7 mil a 8 mil dos meses anteriores. “E os indicativos neste início de setembro são positivos. A média diária de vendas está se mantendo acima das 9 mil unidades”, destacou o presidente da Anfavea.

Se consideradas apenas as vendas de veículos produzidos no Brasil – 193 mil em agosto –, a expansão é ainda mais significativa. O acréscimo é de 21% no comparativo com o mesmo mês do ano passado e de 8,9% no acumulado do ano, com total de 1,26 milhão de unidades no período.

Os estoques, segundo Megale, estão na faixa de 30 a 31 dias de produção para o mercado interno, um nível considerado razoável. O volume de venda financiada, na faixa de 51% a 52%, ainda é considerado baixo pelo presidente da Anfavea, mas a tendência, segundo ele, é a de haver aumento de crédito para o consumidor final. “Com a inadimplência em queda os bancos devem aumentar a oferta de crédito no mercado”.


Foto: Divulgação/Anfavea

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Alzira Rodrigues

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