Prazo atende noventena que garante vigência de medidas já no primeiro dia de 2018

Por George Guimarães
A política industrial Rota 2030, que substituirá o Inovar-Auto a partir de janeiro de 2018, será anunciada mesmo no fim de setembro. Quem garante é Luiz Miguel Falcão, secretário do MDIC, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, que participou de painel durante o 25º Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva, o SIMEA, nesta terça-feira, 12, em São Paulo.
O evento organizado pela AEA, Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, reúne até esta quarta-feira, 13, profissionais da área para debates, palestras e análises de cases sob o tema “As inovações da indústria automotiva para a sociedade”. Falcão participou do painel “Novas políticas industriais para o setor” ao lado de Luis Pasquotto, presidente do simpósio e conselheiro do Sindipeças, e de Gilmar Laignier, diretor de Novas Políticas Setoriais da AEA.
A divulgação do Rota 2030 até 30 de setembro, prazo limite para que se cumpra a noventena que permite a vigência das medidas já no primeiro dia do ano que vem, estava ameaçada devido a atrasos e divergências com relação a diversos pontos. O próprio ministro da pasta, Marcos Pereira, admitira há cerca de um mês que dificilmente o programa seria divulgado em menos de sessenta ou até noventa dias. Falcão confirmou que, de fato, vários pontos ainda ficarão para uma segunda etapa.
O secretário do MDIC antecipou, de qualquer maneira, que a nova fórmula de tributação do IPI sobre os veículos, que levará em conta cilindrada dos motores e eficiência energética, ainda não é consenso e demandará mais tempo. Não escondeu também que entre os próprios fabricantes de veículos há ainda divergências sobre esse novo modelo tributário, daí o atraso.
“Por parte do governo, haveria apenas dificuldades de operacionalização, pois deve-se levar em conta a média de venda de cada veículo em um determinado período”, disse o representante do ministério, que porém não descarta uma resolução já nos próximos meses.
Outra questão que deve demandar bem mais tempo em discussões é a adoção de metas de eficiência energética para veículos pesados. Pasquotto, também presidente da Cummins, fabricante de motores para o segmento, revelou que não há ainda qualquer possibilidade disso acontecer no curto prazo. “Não existe qualquer consenso a respeito.”
Também engenheiro de formação, Pasquotto avaliou que o processo de eletrificação dos veículos é inexorável mesmo no Brasil. “A dúvida está apenas sobre em que prazo isso se dará”, enfatiza, ponderando que a indústria de autopeças nacional, de qualquer forma, deve se preparar para esse momento.
Antes disso, porém, preocupação maior é com a fragilidade da própria cadeia de fornecedores que pouco se beneficiou do Inovar-Auto, segundo o entendimento de dois terços das empresas ouvidas pelo Sindipeças em recente pesquisa. “O estímulo às pequenas e médias empresas foi uma das nossas propostas para o Rota 2030”, reforçou o presidente do Simea, sem, contudo, esclarecer se alguma medida nesse sentido estará no primeiro pacote a ser revelado no fim de setembro.
Foto: AutoIndústria
Picape híbrida teve somente 1,8 mil unidades licenciadas em quase dois anos
O presidente da entidade prevề cerca de 10 mil visitantes entre os dias 17 e…
Primeiro SUV da plataforma Neue Klasse chega por aqui com autonomia de 570 km ao…
Algumas empresas conseguirão ampliar seus volumes, enquanto outras perderão espaço mesmo em um mercado maior…
Foram financiadas 3,78 milhões de unidades novas e usadas no primeiro semestre, 10,9% a mais…
Executivo responderá mundialmente pelo cumprimento de metas do grupo