Por Redação

O setor de consórcios encerrou 2017 com crescimento de 21%. A Abac, a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, lembra que o  crescimento se deu ainda em um quadro de retomada dos negócios após anos de maus resultados da economia.

Nada menos do que cinco – veículos leves, veículos pesados, imóveis, serviços e eletroeletrônicos – dos seis setores analisados pela entidade em seu balanço anual apresentaram crescimento. No total foram negociados mais de R$ 101,5 bilhões, 21% a mais do que no ano anterior.

O número de participantes ativos no fechamento do ano registrou ligeira retração de 1,6%, 6,87 milhões. Consumidores de veículos leves responderam por 50,5% desse total – eram 3,38 milhões em 2016 e chegaram a 3,47 milhões, 2,8% a mais -, os de motocicletas e motonetas por 32% – recuo de 2,46 milhões, para 2,2 milhões – e os de veículos pesados por 4,1% – ligeiro crescimenro de 280, 5 mil para 282 mil.

Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Abac, credita o crescimento da modalidade, além da recuperação da economia, da desaceleração do desemprego e da inflação em baixa, “à consolidação da essência da educação financeira entre aqueles que planejaram adquirir bens ou contratar serviços”. O executivo projeta um quadro ainda melhor para 2018 nosetor, com a expectativa de repetir o avanço de 2017.

O número de adesões totais do setor cresceu 4,4% e chegou a 2,48 milhões. Dessas, 1,13 milhão de novas cotas foram de veículos leves, 854,6 mil de motos e 57,1 mil de veículos pesados.

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O segmento de veículos leves, que envolve automóveis, comerciais leve e utilitários, registrou crescimento em todos os indicadores mais relevantes. As vendas de novas cotas cresceram 2,7% no ano. Chegaram a 1,13 milhão.

Esses produtos responderam ainda por R$ 46,5 bilhões dos créditos negociados, 8,1% de crescimento sobre o resultado de 2016. O tíquete médio anual foi de R$ 41,2 mil contra R$ 39,3 mil do ano anterior, ou valorização de 4,8%. As contemplações subiram 4,9% , para 549 mil.

No caso dos veículos pesados, segmento que contempla caminhões, ônibus, semirreboques, tratores e implementos, o número de adesões avançou 12%, para 57,1 mil, e os créditos negociados, 21,8%, de R$ 7,1 bilhões para mais de R$ 8,6 bilhões.

Os  participantes ativos ficaram praticamente estáveis, com o total oscilando de 208,5 mil para 282 mil, assim como as contemplações, que cresceram somente 1% ao atingir 30,5 mil.

Para baixo — A decepção mesmo foram os negócios com as motocicletas. Apesar de o tíquete médio anual ter crescido 7,7%, para R$ 8,4 mil, e portanto do natural aumento de 5,3% dos créditos negociados, que superaram R$ 7,1 bilhões,  os demais indicadores apontaram para baixo: as vendas de novas cotas recuaram 2,4%, para 854,6 mil, e o número de participantes ativos ficou em 2,2 milhões, 10,6% menor.
Tombo maior se viu nas contemplações, que se limitaram a 539,5 mil contra 637,9 mil do ano anterior, expressivo recuo de 15,4%.