Mercado

Oferta de crédito para compra de veículos cresce 18,6%

Balanço da Anef revela liberação de R$ 34 bilhões no primeiro trimestre

As instituições financeiras liberaram cerca de R$ 34 bilhões em crédito para a compra de veículos no primeiro trimestre deste ano, valor que representou expansão de 18,6% em relação aos R$ 28 bilhões que foram oferecidos aos consumidores no mesmo período do ano passado.

De acordo com balanço divulgado nesta segunda-feira, 13, pela Anef, a asssociação que representa os bancos das montadoras, o CDC, Crédito Direto ao Consumidor, dominou amplamente as transações no mercado automotivo, com crescimento de 19%. A liberação via leasing foi de apenas R$ 443 milhões, com recuo de 3,9% no mesmo comparativo.

“Desde 2016, estamos mantendo um saldo cada vez mais positivo com crescimento contínuo do setor”, comenta o presidente da Anef, Luiz Montenegro. “Este cenário reforça nossa confiança no crescimento econômico e no desenvolvimento social do País, que, aos poucos, vem se recuperando”.

Do total comercializado no mercado de automóveis e comerciais leves, 55% envolveram negócios a prazo. No caso dos veículos pesados, o Finame ainda se destaca e representou pouco mais da metade de todos os negócios realizados, totalizando 51% no primeiro trimestre.

Já as vendas de motocicletas, em sua maioria, prosseguem com o financiamento em alta, representando 40% dos negócios dos três primeiros meses de 2019.

Com o bom desempenho dos últimos meses, o saldo total das carteiras no primeito trimestre chegou a R$ 211 bilhões, um aumento de 20% em comparação com 2018, que encerrou o período com R$ 176 bilhões. Em doze meses, a expansão foi de 19,8%.

As operações de CDC tiveram um crescimento de 20% no comparativo trimestral, totalizando R$ 208 bilhões, e um aumento de 20,3% nos últimos doze meses.

Segundo a Anef, as taxas de juros praticadas pelos bancos ligados às montadoras continuam mais atraentes para o consumidor na comparação com as praticadas pelo mercado em geral. Em março, as instituições associadas à entidade cobraram juros de 17,2% ao ano e 1,33% ao mês.


Foto: Pixabay

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Redação AutoIndústria

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