Mercado

Move Brasil estanca queda no mercado de caminhões

Emplacamentos avançam 19% em julho, mas ainda 7% abaixo no acumulado do ano

O impulso que se pretendia com o Move Brasil começou a aparecer com mais relevância nos emplacamentos de caminhões, interrompendo a trajetória de sucessivos recuos nas vendas. Em julho, o mercado transportador incorporou nas frotas 11.198 unidades, volume que representou altas de 18,9% em relação a junho (9.414) e de 7,2% sobre o mesmo mês de 2025 (10.444).

Segundo avaliação do presidente da Fenabrave, Arcelio Jr., por ser segmento atrelado à economia como um todo, a reação ocorre após o transportador enxergar demanda, capacidade de pagamento e segurança para assumir financiamento de longo prazo.

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“O programa Move Brasil estancou a queda que vínhamos observando, e os emplacamentos que estão por vir, derivados dos pedidos já realizados, podem melhorar ainda mais os números, reduzindo a queda mais acentuada que esperávamos para os segmentos de caminhões, ônibus e implementos rodoviários.”

Acumulado dos sete meses ainda em queda

A expectativa de avanços nos próximos meses mencionado pelo dirigente da federação é de ao menos reduzir o hiato no acumulado que ainda persiste em relação ao ano passado. Nos sete primeiros meses, os emplacamentos de caminhões somaram 59.215 unidades, 6,7% inferior ao volume que registrava um ano antes, de 63.453 licenciamentos.

Até o fim de julho, o BNDES já havia aprovado R$ 20 bilhões em financiamentos dos R$ 21,2 bilhões alocados para a segunda fase do Move Brasil. Até então, contava em torno de 19 mil operações.

“O avanço das aprovações mostra que há necessidade real de renovação de frota. O desafio, agora, é transformar esse volume aprovado em emplacamentos com agilidade na liberação dos recursos e previsibilidade para transportadores, operadores e empresas”, observou em nota o representante da Fenabrave.

O restante do valor ainda não contratado diz respeito a parte de R$ 2 bilhões destinados para caminhoneiros autônomos, o que reflete dificuldade no acesso ao crédito.


Foto: Divulgação Volvo Trucks

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Publicado por
Décio Costa

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