A indústria está empenhada em discutir o carro dos próximos dez, vinte anos

O encontro de engenheiros no Seminário de Segurança e Conectividade da AEA, a associação de Engenharia Automotiva, que aconteceu na última quinta-feira (16/5) em São Paulo, revelou que a preocupação da indústria está bem à frente dos parcos conhecimentos do consumidor comum, que mal sabe como funciona um carro elétrico ou quando vai poder conhecer um carro autônomo.
Ninguém sabe direito — é verdade — como será o automóvel do próximo período, mas todos são unânimes em afirmar que as mudanças serão drásticas, rápidas e atingirão todos os aspectos : desde o processo de produção, passado pelas novas tecnologias, pela eficiência energética, redução das emissões, autonomia e, principalmente, pelo tipo de uso que o consumidor vai fazer dele, o que inclui o processo de compra.
Eles falam de um consumidor nascido na era da internet e que deseja usufruirdo carro e não necessariamente possuir um. Isso remete ao conceito do carsharing, o aluguel, o compartilhamento, que em muitos lugares já é uma realidade.
Outra unanimidade é o automóvel digital, conectado. No Brasil, apenas 24% dos carros novos não têm nenhuma tecnologia de navegação, de conectividade. É pouco, né? Mas na Europa é muito menos: lá, apenas 6% dos carros são do tipo, digamos, da era analógica — 94% estão conectados.
Outras unanimidades: o avanço rápido e determinado do carro elétrico e do carro autônomo.
Na verdade, a discussão nas áreas mais técnicas do setor automobilístico está muito mais avançada. A preocupação é com a segurança do usuário em relação à eficiência da tecnologia autônoma e aos ataques cibernéticos ao carro que anda sem motorista.
Os ráqueres poderiam, por exemplo, desligar o motor virtualmente, acelerar o carro, mudar o rumo traçado pelo GPS, deixar o usuário do sem saber o que fazer, uma vez que ele não terá volante ou pedal de freio para tentar controlar o carro.
Calma. Não precisa ficar preocupado. Ainda vai demorar para você andar por aí de carro autônomo. Até lá, com o avanço desenfreado da tecnologia, as soluções também vão chegar.
Foto: Divulgação
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