Embarques limitaram-se a US$ 293,6 milhões em abril, reproduzindo desempenho do final dos anos 90. Importações também caem.

O Sindipeças atualizou nesta quinta-feira, 4, os dados da balança comercial do setor, com os resultados do primeiro quadrimestre do ano. As exportações despencaram 54,7% em abril com relação ao mesmo mês do ano passado, limitando-se a US$ 293,6 milhões, resultado similar ao registrado pelo setor no final dos anos 90, ou seja, há mais de 20 anos.
A entidade atribui o mal desempenho ao fechamento das fronteiras em algumas nações, às restrições ao transporte de carga e à determinação de isolamento social, principalmente nos Estados Unidos e Europa, por causa da Covid-19. Também as importações foram afetadas, com transações da ordem de R$ 576,5 milhões em abril, recuo de 45,9% contra idêntico mês de 2019.
No quadrimestre, as exportações atingiram US$ 1,87 bilhão, com queda de 25,1% frente aos U$ 2,5 bilhões do mesmo período do ano passado. As importações totalizaram US$ 3 bilhões, retração de 10,1%. Em decorrência desses resultados, a balança comercial do setor ficou em US$ 1,16 bilhão este ano, valor 10,5% inferior ao do primeiro quadrimestre de 2019 (quase US$ 1,3 bilhão).
Segundo o Sindipeças, a queda de 57,4% no comparativo de abril de 2020 contra abril de 2019 mais do que dobrou frente à variação observada em março, quando houve retração de 23% em relação à idêntico mês de 2019. “Ao totalizar US$ 293,6 milhões em abril, as exportações de autopeças reproduziram nível registrado no final da década de 90 pela nossa série histórica. A grosso modo, é como se houvesse um recuo de 20 anos”, destaca a entidade em seu relatório da balança comercial.
Na avaliação do Sindipeças, a abertura gradual dos mercados ajudará na retomada, mas a entidade estima que, a despeito da posição favorável da taxa de câmbio e de alguns fatores sazonais, o retorno aos níveis pré-pandemia só deve acontecer no primeiro trimestre de 2021.
Exportações x importações
O Sindipeças destaca, ainda, que os principais mercados para as exportações brasileiras de veículos e autopeças seguem em retração ou ritmo muito lento de retomada. No rol dos principais parceiros comerciais (Argentina, EUA, Alemanha, México, Chile, Colômbia, por exemplo), a redução das vendas acumuladas até abril, frente à igual período do ano anterior, variou entre 15% e 53%.
“As importações acompanharam a toada do mercado, condicionadas pelo fechamento das unidades automotivas e de autopeças em abril”, explica o sindicato que representa a indústria brasileira de autopeças. Os principais mercados das importações de autopeças foram afetados pela pandemia, com quedas que alcançaram 86% no comparativo de abril com março, como é o caso da Argentina. As importações provenientes da China apresentaram queda menor, de 13%, comparado aos demais mercados relevantes.
Foto: Pixabay
Picape híbrida teve somente 1,8 mil unidades licenciadas em quase dois anos
O presidente da entidade prevề cerca de 10 mil visitantes entre os dias 17 e…
Primeiro SUV da plataforma Neue Klasse chega por aqui com autonomia de 570 km ao…
Algumas empresas conseguirão ampliar seus volumes, enquanto outras perderão espaço mesmo em um mercado maior…
Foram financiadas 3,78 milhões de unidades novas e usadas no primeiro semestre, 10,9% a mais…
Executivo responderá mundialmente pelo cumprimento de metas do grupo