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Grupo Traton: depois dos Estados Unidos a China.

Fusão com a Navistar prevista para 1º de julho conclui uma etapa da estratégia global da empresa que, agora, passa a concentrar mais esforços na Ásia

A Traton encerra importante fase de sua estratégia global com o desembarque nos Estados Unidos por meio da fusão com a Navistar, prevista para ser concluída na quinta-feira, 1º de julho. A partir daí, o grupo que detém as marcas MAN, Scania e Volkswagen Caminhões e Ônibus, passa colocar foco na Ásia, especialmente na China.

Em reunião geral anual com acionistas de maneira virtual na quarta-feira, 30, em Munique, na Alemanha, Matthias Gründler, CEO da Traton, ressaltou plano de tornar as marcas ainda mais fortes e que avalia as melhores maneiras de alavancar o potencial de cada uma delas. “Trata-se também de preencher as lacunas que ainda temos em nosso mapa global da Ásia. Uma palavra aqui: China”

A empresa ambiciona o maior mercado de veículos comerciais do mundo, onde de cada dez caminhões com mais de seis toneladas vendidas em todo o mundo, quatro são entregues a transportadores da China. “Os clientes chineses estão cada vez mais olhando para veículos de alto padrão. Eles esperam cada vez mais em termos de eficiência e segurança. Queremos atender a essa demanda”, resumiu o CEO.

O plano tem como ponto de partida uma fábrica da Scania em construção em Rugao, cidade a 150 quilômetros de Xangai. Além da produção caminhões, prevista para começar em 2022, a unidade também terá centro de pesquisa e desenvolvimento que encaminhará a criação de um polo de tecnologia para digitalização. De acordo com a empresa, o início das atividades fará da Scania a primeira fabricante ocidental de caminhões a ter produção independente na China.

O dirigente da Traton destacou ainda a intenção de expandir a base de negócios com novas atividades para além da produção de veículos, em especial nas áreas logística e digitalização.

Grundler também lembrou de como as tecnologias desenvolvidas dentro do grupo beneficiam as marcas e, no caso, exemplificou o motor CBE de 13 litros como futura base comum. A Scania será a primeira a utilizá-lo, antes de ser levado às outras controladas até 2025. O motor representa uma ponte antes da solução elétrica. “O CBE é o último drive convencional a ser desenvolvido pela Traton e suas marcas”, revelou o CEO.

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Redação AutoIndústria

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