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Com aporte de R$ 500 mi, BMW produzirá novos X3 e X4 e outro modelo em Araquari

Recursos serão aplicados em três anos e também capacitarão a engenharia local para projetos globais

As dificuldades apontadas por Mercedes-Benz e Audi para justificarem a interrupção ou encerramento da produção de seu veículos premium no Brasil no último ano parecem não afetar a outra grande montadora alemã. A BMW não só não desistiu de sua operação local, como está investindo nela.

Nesta quinta-feira, 18, a empresa anunciou aporte de R$ 500 milhões nos próximos três anos na fábrica de Araquari, SC, para aumentar a contribuição da engenharia local em desenvolvimentos globais e ampliar o portfólio de veículos montados localmente, dentre ele um modelo inédito ainda mantido sob sigilo pelo board na Alemanha.

O valor anunciado equivale a mais de um terço dos cerca R$ 1,3 bilhão que a BMW investiu em Santa Catarina desde 2014, quando inaugurou a unidade de onde já saíram 75 mil veículos para o mercado interno e, inicialmente, também exportação. A ideia é, em princípio, tornar a planta base exportadora para outros países da região.

Boa parte  desse novo aporte será destinada a dotar a engenharia brasileira de mais recursos para o desenvolvimento dos softwares de digitalização que comporão projetos mundiaisda montadora.  “Vamos investir de forma a reforçar nosso compromisso com os clientes em produzir novos modelos e desenvolver novas tecnologias para o país”,  afirma Aksel Krieger, CEO e Presidente do BMW Group Brasil.

Antes, porém,  o investimento resultará também na produção local de todas as versões a combustão das novas gerações dos SUV X3 e X4, lançadas na Europa há cerca de seis meses e que estarão nas revendas em breve:  X3 M40i, X4 xDrive 30i M Sport e o X4 M40i, que, segundo a marca, “será o veículo mais potente e tecnológico feito no Brasil, com motor de 387 cavalos”.

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Alexander Wehr, presidente e CEO do BMW Group para a América Latina, descartou a produção local de modelos elétricos e híbridos no curto prazo. Mas não fechou as portas e condicionou movimentos nesse sentido à demanda do mercado interno. “O Brasil é de longe o mercado com o maior potencial da América Latina, pois tem uma economia diversificada, uma população jovem e aberta às novas tecnologias”, declarou.

A chegada de novos produtos não representará, por enquanto, a ampliação do quadro de cerca de 700 funcionários de Araquari, admite a empresa. A unidade tem capacidade produtiva instalada da ordem d  10 mil anuais, o mesmo número que Otávio Rodacoswiski, diretor geral da fábrica, espera ver consolidado em 2022.

 

Foto: Divulgação

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George Guimarães

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