Mercado

Mercado interno de veículos leves recua 1,2% em 2022

Foram negociados somente 1,95 milhão de automóveis e comerciais leves

Omercado interno de automóveis e comerciais leves teve seu melhor resultado mensal de 2022 em dezembro. No último mês do ano foram negociados 202,1 mil veículos, 4,2% a mais do que em igual período de 2021 e 5,3% acima de novembro.

Até então o maior volume de licenciamentos tinha sido registrado em agosto, pouco acima de 194 mil. A média de vendas diárias apresentou avanço ainda mais significativo, de 8,9% sobre dezembro de 2021: 9.186 contra 8.434 emplacamentos.

Mesmo com essa boa notícia, o setor, mais uma vez, caminhou de lado, o que vem ocorrendo nos últimos três anos, quando não conseguiu ultrapassar o patamar de 2 milhões de unidades. Ao longo de 2022 os emplacamentos alcançaram precisamente 1,954 milhão de unidades, 1,2% abaixo de 2021, sepultando as visões mais otimistas de alguns analistas no começo do ano passado.

“Consequência da pandemia, da crise logística, da falta de semicondutores, do aumento de preços e do aumento da taxa de juros. Foram tantas as barreiras que devemos comemorar a manutenção dos volumes”, afirma em nota a  Bright Consulting.

A consultoria especializada no mercado e indústria automotiva, entretanto, considera um cenário mais favorável para 2023 e revela expectativa de crescimento da ordem de 10% nos licenciamentos, para cerca de 2,2 milhões de veículos.

O desempenho do mercado no segundo semestre de 2023 é apontado como tendência e base elevada que justifica a projeção. Os negócios entre julho e dezembro representaram 57% do volume do ano contra 54% na média de anos estáveis.

A participação das vendas diretas é o principal argumento para esse bom ritmo dos últimos meses. Representaram 50,6% dos emplacamentos do segundo semestre versus 42,4% do primeiro. O peso das vendas diretas de dezembro (43,8%) foi inferior a novembro (54,6%), provavelmente pela antecipação das compras.

“Esse comportamento foi alavancado pelos planos de assinatura, cujos preços caíram a valores mais competitivos e são uma alternativa satisfatória para quem tem poucos recursos para uma entrada robusta nestes tempos de juro alto”, afirma a Bright.

Em função desse grande peso de locadoras nos emplacamentos, Minas Gerais e São Paulo comandaram a participação das vendas do ano,  respondendo por, respectivamente, 25% e 24% do  mdercado nacional, seguidos pelo Paraná (7%).

A consultoria destaca ainda as negociações no varejo, com crescimento consistente: da média de 3.876 veículos por mês no primeiro semestre passou para 4.304 nos últimos seis meses.


 

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Redação AutoIndústria

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