Indústria

No mercado de pneus, pesados têm o pior desempenho

Nesse caso, as vendas totais recuaram 16,4% no quadrimestre, para 2,2 milhões de unidades

Reflexo de um mercado de que está patinando no caso dos veículos leves e registra queda entre os pesados, a indústria brasileira de pneus não vive seus melhores dias. Verifica-se queda de 1,9% no balanço do primeiro quadrimestre, com as vendas recuando de 18,8 milhões de unidades no mesmo período de 2022 para 18,4 milhões este ano.

Em abril, com total de 4,4 milhões de pneus comercializados, houve decréscimo de 12,8% na comparação com março e de 9,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, conforme dados divulgados nesta terça-feira, 23, pela Anip, Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos.

Considerando todos os segmentos, as entregas para as montadoras até indicam leve alta de 2,4% no primeiro quadrimestre, de 4,4 milhões para 4,5 milhões de unidades no mesmo comparativo, enquanto as relativas ao mercado de reposição baixaram 3,2%, de 14,4 milhões para 13,9 milhões.

A análise segmentada mostra que a categoria de pneus de carga é a que segue com pior desempenho. Foi negociado total de 2,2 milhões de unidades de janeiro a abril, o que representou decréscimo de 16,4% sobre idêntico período do ano passado, quando foram vendidas 2,6 milhões dessas unidades.

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Vendas de pneus patinam no primeiro trimestre

As vendas para reposição de pneus de carga caíram 17,3% quando comparadas com 2022 (de 2 milhões para 1,7 milhão), índice que foi de 13,7% nos negócios diretos com as montadoras (de 613 mil para 529 mil unidades).

“O setor de pneumáticos olha com muita cautela e preocupação o cenário deste início de ano”, comenta Klaus Curt Müller, presidente executivo da Anip. “A expectativa é que, gradualmente, os resultados melhorem ao longo dos próximos meses. Esperamos que a indústria nacional volte a crescer e consiga encerrar o ano com resultados mais consistentes”.

Ainda de acordo com o balanço da entidade, também houve recuo na comercialização de pneus para automóveis. Com resultado 1,6% menor que no mesmo período de 2022, o segmento baixou de 9,7 milhões de unidades para 9,6 milhões. A comercialização para montadoras obteve alta de 7,3%, subindo de 2,4 milhões para 2,6 milhões de pneus. Já no mercado de reposição do segmento de leves houve queda de 4,4%, com 7 milhões de vendas este ano.

Para comerciais leve, a retração foi de 2,7% nas transações totais, de 2,9 milhões para 2,8 milhões no comparativo dos quadrimestres. As venda para reposição foram 5,6% menores, enquanto para as montadoras tiveram ligeira alta de 2,1%, de 1 milhão para 1,1 milhão de unidades.

Na contramão dos recuos, os pneus para motocicletas apresentaram crescimento de 12,9% (2,9 milhões para 3,3 milhões de unidades) nas vendas totais de janeiro a abril de 2023 ante o mesmo período de 2022.


 

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Publicado por
Redação AutoIndústria

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