Mercado

Fenabrave aguarda outras medidas para reaquecer o mercado

Para Andreta Jr., MP foi um primeiro passo. Agora é esperar mais acesso ao crédito e juros menores.

Assim como a Anfavea, também a Fenabrave preferiu não estimar qual será o volume adicionl de vendas de automóveis e comerciais leves no mercado brasileiro por conta da MP 1.775, que a princípio terá duração de quatro meses, período que pode ser incurtado caso acabe a verba de R$ 500 milhões destinada aos incentivos para a concessão de descontos no preço dos veículos até R$ 120 mil.

Em comunicado divulgado na noite da terça-feira, 6, o presidente da entidadea que representa 7,4 mil concessionárias de veículos, José Maurício Andreta Jr, definiu a MP como um excelente primeiro passo a caminho de destravar o mercado, garantir empregos e retomar o crescimento da economia, além de beneficiar o meio ambiente.

“Certamente outras medidas surgirão, como mais acesso ao crédito, queda nas taxas de juros e outros projetos que favorecerão todo o País e para os quais a Fenabrave está disposta a colaborar, como fez agora”, comentou Andreta Jr., destacando que o governo acerta quando prioriza os que mais perderam poder de compra nos últimos anos.

Na avaliação da entidade,  os ministros Geraldo Alckmin, do MDIC, e Fernando Haddad, da Fazenda, trouxeram soluções inteligentes para que o consumidor possa ter acesso ao primeiro carro ou realizar a troca de seu usado por um zero km, além de estimular a renovação da frota de caminhões e ônibus, “o que significa um importante passo para a descarbonização e maior segurança viária do nosso setor”.

Também nesse caso, contudo, a Fenabrave avalia que ainda faltam ser editadas medidas complementares como, por exemplo, a que regulamente o destino dos caminhões e ônibus mais antigos que vão integrar o projeto.

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No caso dos veículos leves, a expectativa do setor, em especial da Anfavea, era a de uma duração de 12 meses para a vigência dos benefícios para o consumidor. Se assim fosse, a entidade das montadoras estimava volume adicional de 250 mil a 300 mil unidades/ano.

Agora, com a liberação de R$ 500 milhões para bancar os bônus de R$ 2 mil a R$ 8 mil, a expectativa é de que a MP dure apenas um mês ou um pouco mais.


 

 

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Publicado por
Redação AutoIndústria

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