Mais novo SUV da Citroën, o C3 Aircross está chegando às revendas deste mês na condição de veículo topo da linha nacional da marca. Serão cinco versões, todas com motor 1.0 turbo. Não haverá, pelo menos no cenário mais próximo, qualquer outra alternativa.
A exclusidade do motor de 1 litro no novo Citroën não é exceção. Há algunsanos os 1.0 voltaram ao protagonismo do mercado brasileiro — mais precisamente de meados da década passada para cá — e são praticamente hegemônicos em alguns segmentos e modelos.
Em 2023, estão presentes em 55,2% dos carros de passeio licenciados, segundo aponta levantamento da Fenabrave de janeiro a outubro. Trata-se da maior fatia em 17 anos.
Em 2022, os motores de 1 litro representaram 54,8% das vendas, um impressionante salto de 10,7 pontos porcentuais sobre a participação registrada no ano anterior, de 43,8%. Foi a primeira vez em doze anos que o segmento voltou a dominar mais da metade das vendas no mercado brasileiro.
Em 2006, os 1.0 cravaram 56,5% de participação, mas a partir de então não pararam de perder espaço, chegando a 32,7% exatos dez anos depois.
A adoção do turbo mudou os desempenhos técnico e comercial dos 1 litro. A imagem de motores de pouca potência merecidamente consagrada nos anos 1990 pelos chamados carros populares, foi substituída pela de solução que combina eficiência energética e desempenho.
Por exemplo: fabricado em Betim, MG, o motor T200 da Stellantis do C3 Aircross — e de modelos Fiat e Peugeot, outras duas marcas da montadora — desenvolve 130 cavalos de potência máxima.
Já o primeiro 1.0 do mercado brasileiro, carburado e igualmente produzido em Betim, foi lançado em 1990 com 48 cavalos. Ainda assim alçou o Uno e a Fiat ao primeiro lugar em vendas nos anos seguintes.
Com tamanha evolução, o 1.0 ampliaram seu leque de aplicação e hoje estão em hatches, sedãs, picapes compactas e em praticamente todas as versões de entrada dos SUVs compactos, segmento que mais cresceu nos último três anos no Brasil.
Foto: Divulgação
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