Anfavea estima ritmo do chão de fábrica estável em 2025 pela demanda menor do mercado

A Anfavea trouxe para a última apresentação de desempenho do ano estimativas de como o setor automotivo deverá encerrar 2024, período no qual a associação definiu como histórico devido ao crescimento de mercado, o maior desde 2007, além de marcado pelo maior ciclo de investimento da indústria, de R$ 180 bilhões para os próximos anos.
Para o segmento de caminhões, em particular, a associação projeta alta de 41,1% no ano, para 141,9 mil unidades ante as 100,5 mil montadas em 2023. A matemática se baseia em 11,4 mil caminhões estimados em dezembro, afinal, de janeiro a novembro saíram das linhas de montagem 130,5 unidades, crescimento de 41,5% em relação ao mesmo período do ano passado (92,2 mil).
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Somente em novembro, o ritmo de produção montou 13,1 mil caminhões, volume 31,3% superior ao do mesmo mês do ano passado (10 mil), embora tenha representado queda de 11% em relação a outubro (14,7%).
Segundo Eduardo Freitas, vice-presidente da Anfavea, para 2025 o câmbio e a expectativa de mais ciclo de alta nas taxas de juros deve reduzir o ritmo da demanda e, como consequência, também nas atividades fabril. “É provável um crescimento inercial nas vendas de pesados. A projeção é de mercado 2,1% maior, por isso a produção não cresce.”
Foto: Divulgação Mercedes-Benz
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