Mercado

Em um ano, 533 novas concessionárias no Brasil

Total chega a 8.010, com a abertura de 136 revendas de carros e 229 de motos em 2024

A chegada de novas marcas de automóveis no país, em especial as chinesas, e o aquecimento nas vendas de veículos leves e pesados, assim como de motocicletas, tiveram reflexo direto no quadro de concessionárias operando no Brasil.

A Fenabrave acaba de atualizar o levantamento da rede, que chegou a 8.010 pontos de venda em dezembro passado, o maior número desde 2013, mas bem próximo do registrado em 2014, quando atingiu 7.949 (veja quadro abaixo).

Em 11 anos, o período mais crítico foi em 2017, quando a rede encolheu para menos de 7 mil pontos. Desde então, tem  havido movimento ascendente, com pouco mais de 1.000 pontos abertos em sete anos.

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O vaivém na rede varia de acordo com o produto. No caso dos automóveis e comerciais leves, o número de lojas é sempre próximo de 4 mil. Ficou abaixo desse patamar em 2021 e 2022, quando a Ford parou de produzir no Brasil, e voltou a crescer nos últimos dois anos a partir de operações iniciadas por BYD e GWM, entre outras marcas.

Nos últimos dois anos foram abertos 241 pontos de venda de veículos leves, dos quais 136 em 2024, quando essa rede chegou a 4.204 lojas. No caso dos pesados, a de caminhões e ônibus cresceu de 703 para 749 em um ano e a de implementos de 158 para 163.

O presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, diz que não só a chegada de novas marcas gerou esse crescimento, mas também o próprio aquecimento do mercado. O ano passado fechou com 14% de expansão na venda de leves e a expectativa para 2025 é de nova alta só que em índice inferior, na faixa de 5%.

Ele comentou também sobre a alta competitividade no mercado brasileiro de leves, com mais de 40 marcas e 3,5 mil modelos, o que exige uma rede forte para garantir venda e principalmente pós-venda no país. A Fenabrave conta hoje com 56 associadas.

Sobre o vaivém na área de distribuição de veículos, com marcas crescendo e outras enxugando, o diretor executivo da Fenabrave, Marcelo Franciulli, explica que no geral não há fechamento de lojas no setor.

Há movimentos de mudança de marca em determinados pontos ou mesmo de empresas administradoras. Uma característica atual da rede brasileira é a predominância de grandes grupos, no geral multimarcas e também responsáveis pelos novos pontos abertos pelas marcas que atuam há menos tempo por aqui.

É o caso da GWM, conforme comunicado divulgado esta semana pela marca chinesa, que atingiu 100 pontos de venda em operação no Brasil, sendo 79 concessionárias plenas e 21 lojas em shoppings. Doze novas unidades foram inauguradas em dezembro, todas envovendo parcerias “com importantes grupos do setor automotivo brasileiro”.

Demais redes

A rede de máquinas agrícolas passou de 1.265 para 1.382 revendas em um ano, mas sua abrangência no território brasileiro é bem maior hoje do que em 2013, quando limitava-se a 864 pontos.

Em relação às motos, o quadro é inverso. Essa rede superou 1,6 mil lojas em 2013 e chegou a apenas 1.192 em 2017. Desde então vem crescendo e deu um bom salto de 2023 para 2024, com a abertura de 229 novas lojas, totalizando agora 1.512.

O segmento de motos é o que mais cresce no país. Suas vendas foram ampliadas em 18,6% no ano passado, registrando o melhor resultado desde 2013.

Fonte: Fenabrave


Foto: Divulgação/GWM

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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