Mercado

Venda de carros chineses cresce 30,7% e fatia dos importados atinge 23%

Anfavea comemora alta nas exportações, mas setor mantém déficit em 2025. Exportou 27,4 mil unidades em janeiro e importou 39,3 mil.

Apesar de comemorar expressivo crescimento de 51,2% nas exportações de veículos leves, a indústria automotiva iniciou 2025 com déficit na balança comercial. As importações atingiram 38.797 unidades em janeiro, enquanto as vendas para outros países limitaram-se a 27.371.

Ou seja, diferença de 11.426 a favor dos importados, reforçando movimento iniciado no ano passado quando o setor automotivo brasileiro deixou de ser superavitário.

Também é de responsabilidade dos importados o crescimento de 5,1% no mercado de leves em janeiro, de 152,2 mil para 160 mil unidades no comparativo interanual.

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Suas vendas tiveram expressiva alta de 25%, de 31.031 para 38.797 unidades, enquanto a demanda por veículos leves produzidos no Brasil não cresceu absolutamente nada, repetindo este ano as 121,2 mil unidades do primeiro mês de 2024.

O reflexo desses números todos foi o aumento de participação dos importados no mercado brasileiro de uma média de 17,7% no ano passado para 23% no mês passado, o maior índice desde março de 2012.

Ao divulgar os números esta semana, o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, comemorou o crescimento em janeiro pelo terceiro ano consecutivo, com total de 160 mil emplacamentos de veículos leves, mas insistiu na necessidade de haver retorno imediato da alíquota de importação dos eletrificados para 35%, única forma de barrar a escalada dos carros chineses por aqui.

Ante os 25% de expansão do mercado total de importados, a venda de carros chineses teve alta de 30,7% no comparativo interanual, passando de 7.958 unidades em janeiro do ano passado para 10.404 no primeiro mês de 2025.

Também houve alta na compra de modelos argentinos, de 14.764 para 19.365 veículos leves  (mais 31,2%), enquanto a comercialização de carros produzidos no México caiu 25,7%, de 3.491 para 2.595.

A diferença com relação às compras na Argentina e na China é que no primeiro caso o Brasil exporta lá, enquanto no segundo é uma via de mão única, o que vem provocando déficit comercial para a indústria brasileira.

“A produção poderia ter crescido acima dos 15% registrados em janeiro se as importações não mantivessem ritmo acelerado de expansão’, comentou Lima Leite, repetindo discurso que manteve mensalmente ao longo de todo o ano pasado.


Foto: Divulgação/BYD

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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