Claudio Sahad defende volta imediata do Imposto de Importação de 35% para veículos eletrificados

A reação da Anfavea, que voltou a pedir a volta imediata do Imposto de Importação de 35% para os eletrificados após a chegada de um navio da BYD ao Brasil trazendo mais de 5,5 mil veículos do gênero, continua repercutindo no setor automotivo.
Após ser rechaçada pela Abeifa, que é contra tal pleito, a entidade das montadoras recebeu apoio do Sindipeças, que também teme pelo risco que a importação sem precedentes de veículos elétricos e híbridos representa para a cadeia automotiva no Brasil.
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O sindicato que representa os fabricantes de autopeças informa que também enviou carta ao governo, em junho do ano passado, solicitando a recomposição imediata da alíquota de 35% para esse tipo de veículo, “com argumentos lógicos e dados inquestionáveis”, segundo o presidente da entidade, Cláudio Sahad.
“As alíquotas atuais – de 18% para elétricos, 20% para híbridos plug-in e 25% para híbridos – têm se mostrado insuficientes e representam total desincentivo ao investimento na produção local desse tipo de veículo, além de incentivar a formação de estoques, como está ocorrendo, o que certamente causará claro desequilíbrio no mercado local”, argumenta o empresário.
Como lembra muito bem a Anfavea, comenta Sahad, “nenhum país do mundo, com indústria automotiva instalada, tem uma barreira tão baixa para as importações, o que torna o nosso importante mercado um alvo fácil, especialmente para modelos que estão sendo barrados por grandes alíquotas na América do Norte e na Europa”.
As alíquotas são de 100% nos Estados Unidos e Canadá e podem chegar a 48% na Europa. Inclui-se também a Índia, com 100%. “O Poder Público precisa prestar atenção ao que está ocorrendo e considerar fortemente os danos, atribuindo ao fato a urgência que lhe é própria”, avalia o presidente do Sindipeças.
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