De Recife- PE

Era uma informação mais do que conhecida, tanto que testes dinâmicos nas estradas já tinham sido flagrados várias vezes desde o ano passado, mas somente a partir desta quarta-feira, 14, torna-se oficial: o Jeep Avenger será fabricado no Brasil a partir de 2026.

Emanuele Cappellano, CEO da Stellantis na América Latina, confirmou a produção local do SUV compacto em evento na fábrica de Goiana, PE, que comemorará uma década no próximo dia 28 e que nasceu como polo exclusivo da Jeep para somente depois produzir também as picapes Fiat Toro e RAM Rampage.

Apesar do local, da exibição física do carro e do momento histórico da planta que hoje produz Renegade, Compass e Commander, o quarto modelo nacional da Jeep, e que ingressará na linha como opção de entrada, não deve ser fabricado em Pernambuco.

Mesmo perguntado diversas vezes, Cappellano não confirmou ainda qual das três plantas brasileiras da Stellantis será contemplada como aquele que pode ser considerado “a cereja do bolo” dos 10 anos de retomada da produção da Jeep no País. “Vamos falar mais frente”, desconversou o executivo.

As maiores possibilidades, naturalmente, recaem sobre Porto Real, RJ. A planta, hoje base produtiva somente de três veículos Citroën, tem menor ocupação diante de Goiana e da unidade de Betim, MG, de onde saem 65% dos veículos vendidos pela líder do mercado interno Fiat.

Não bastasse a capacidade produtiva disponível — e até mais importante —, os Citroën C3, C3 Aircross e Basalt são fabricados sobre a plataforma CMP, exatamente a mesma do Avenger, lançado na Europa há apenas dois anos com motorizações híbridas e elétrica.

A Stellantis adotou a mesma arquitetura para o atual Peugeot 2008, mas preferiu transferir sua produção para a Argentina em 2024, o que abriu espaço para novos produtos na planta de Porto Real.

Em contrapartida, todos os veículos fabricados em Goiana têm como base outra plataforma do grupo, a Small Wide, que deve ser substituída proximamente pela multienergia STLA Medium, já presente na segunda geração do Compass que começa a ser fabricada na Europa e em outros produtos do grupo, como o Peugeot 3008.

Cappellano não esconde que a ideia é trabalhar com o menor número de plataformas possível e, de preferência, uma em cada planta. “A ideia é sempre otimizar custos”, enfatiza o CEO da Stellantis.

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Pernambuco, portanto, deve se concentrar mesmo nos Jeep a partir e acima do Renegade, que, segundo Hugo Domingues, vice-presidente da marca na América Latina, seguirá em produção, mesmo com a chegada do Avenger.

Uma motorização híbrida é mais que provável para iniciar a trajetória do Avenger no Brasil: um sistema de 48V, que chegará, quase certo, no Compass nacional até o fim deste ano.

É a segunda opção do programa de eletrificação Bio-Hybrid da produção brasileira da Stellantis e que contempla hibridização leve, já presente nos Fiat Pulse e Fastback, além de versões plug-in e totalmente elétrica, as duas últimas ainda a serem adotadas mais para frente.


Foto: AutoIndústria

George Guimarães
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