Mercado

Crédito cai e inadimplência no setor automotivo sobe para 5,7%

Segundo a Anef, montante de recursos liberados no trimestre caiu 4,3%, para R$ 57,7 bilhões

A Anef, associação que representa as instituições financeiras das montadoras, divulgou nesta segunda-feira, 26, o balanço do primeiro trimestre do ano, que indica crescimento de 14,7% no saldo das carteiras de veículos, que chegou a  R$ 494,4 bilhões, mas recuo no total de recursos liberados.

Os bancos emprestaram R$ 57,7 bilhões nos primeiros três meses do ano, uma redução de 4,3% em comparação com idêntico período de 2024, quando o resultado atingiu R$ 60,3 bilhões. Além desse dado negativo, também houve aumento no índice de inadimplência, que subiu 2 pontos porcentuais, de 3,6% para 5,6%.

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Com base em dados do Banco Central, o boletim do trimestre é o primeiro divulgado pela Anef este ano. Acompanhando o mercado como um todo, o CDC, Crédito Direto ao Consumidor, modalidade com maior representatividade, teve redução de 4,9%, com o valor dos empréstimos baixando de R$ 60,1 bilhões para R$ 57,1 bilhões no comparativo interanual.

Enilson Sales, presidente que assumiu a entidade este mês, admite que os juros altos impactam diretamente o setor de crédito automotivo.

“Embora a carteira de financiamento tenha aumentado, o valor médio por operação sofreu redução, impactando no total de recursos liberados. Isso reflete um comportamento mais cauteloso do consumidor, que está cada vez mais sensível ao custo do crédito. Em vez de comprometer uma parcela maior da renda com prestações longas e pesadas, ele opta por financiamentos menores, veículos mais acessíveis, ou outros investimentos”, diz Sales.

Ele lembrou que no início deste mês o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central elevou a taxa básica de juros para 14,75% ao ano. Na sua avaliação, o mercado não deve ter grande oscilação nos próximos meses.

No início do ano, a Anef projetou para 2025 um aumento de 8,5% no total de recursos liberados, o que representaria um valor anual de R$ 297 bilhões. “Ainda é cedo para se falar em reavaliação. Vamos manter o que está projetado”, comenta Sales.

Modalides de vendas

O consórcio foi destaque em todas as modalidades no primeiro trimestre de 2025, com desempenho mais tímido apenas no caso de veículos leves, cuja participação as vendas totais subiu de 4% para 5%. As vendas financiadas no segmento caíram de 46% contra 45%, em relação aos mesmos meses de 2024, enquanto as vendas a vista permaneceram em 50%.

Em caminhões e ônibus, o aumento do consórcio foi considerável. Cresceu três pontos porcentuais, indo de 4% para 7%. A participação das vendas a vista recuaram de 25% para 22% e as compras financiadas se mantiveram em patamar de 40%.

Em se tratando de motos, a fatia do consórcio também cresceu  três pontos percentuais, de 32% para 35%, enquanto as vendas a vista subiram de 31% para 34% e as financiadas caíram de 37% para 31%.


Foto: Pixabay

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Publicado por
Redação AutoIndústria

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