dropcap]A[/dropcap]pesar de comemorar números positivos em vendas internas, exportações e produção no acumulado do ano, o presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet, diz que a queda no varejo de veículos leves acende um sinal de alerta no setor.
Dados da entidade indicam total de 465,6 mil negócios fechados pelo consumidor pessoa física diretamente nas concessionárias de janeiro a maio, volume que representa queda de 2,9% sobre os 479,6 mil do mesmo período de 2024. No caso dos veículos produzidos no Brasil, a queda no varejo chega a 8,3%.
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São números que contrastam com o balanço geral dos veículos leves, que no ano indicam alta de 6,1%, de 929,7 mil para 986,1 mil. Um desempenho, segundo a Anfavea, garantido exclusivamente pelo crescimento das vendas diretas, aquelas feitas junto a grandes frotistas, público PcD (pessoas com deficiência), taxistas e produtores rurais.
“Fiz questão de revelar essa queda no varejo, em especial de produtos nacionais, para mostrar que nossos veículos, inclusive os fabricados com tecnologia flex, vêm perdendo espaço localmente”, comentou Calvet.
Os modelos eletrificados, a maioria vinda da China, atingiram 10,4% de participação, o maior índice da história do segmento. Com relação ao varejo em geral, o presidente da Anfavea atribui a retração ao aumento do IOF e à alta dos juros e da inadimplência.
Com relação ao aumento da IOF, ele disse acreditar que a medida será revista ainda esta semana, conforme já sinalizou o próprio governo federal. Já os juros e a inadimplência não devem cair a curto prazo.
O índice de inadimplência, segundo a Anfavea, está em 5% para pessoa física e 3% para jurídica. Dados da Anef, divulgados na semana passada, revelam índices ainda maiores, de 5,7% no caso das compras com CPF.
Também a Fenabrave manifestou preocupação esta semana com os reflexos da alta do IOF, dos juros e da inadimplência nas vendas do varejo.
Com relação ao atacado, a associação das montadoras revelou alta contínua das compras por parte das locadoras, cuja participação no mercado total passou de 24% para 25% entre março e abril e chegou a 26% em maio. “Só no mês passado foram vendidas 56,3 mil unidades para as locadoras, ante as 49,5 mil do anterior”, revelou Calvet.
Foto: Divulgação/Anfavea
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