ARenault está vivenciando drásticas mudanças de nomes no comando de suas operações na América do Sul. Apenas duas semanas depois da saída de Luiz  Fernando Pedrucci do comando da região, nesta terça-feira, 24, foi a vez de Ricardo Gondo deixar a presidência e a operação brasileira.

Em curta nota, na qual agradece a contribuição de Gondo, a montadora comunicou que, a partir de 14 de julho, caberá ao argentino Ariel Montenegro o cargo de presidente e diretor geral da Renault do Brasil.

Montenegro se reportará diretamente a Fabrice Cambolive, CEO da Marca Renault, relação que foi estabelecida com a saída de Pedrucci e, embora ainda não confirmada, com o fim da estrutura regional.

Engenheiro mecânico, o novo presidente ingressou na Renault Argentina ainda como aprendiz em 2005. Desde então ocupou vários cargos na região das Américas e França.

Em 2020, foi nomeado Diretor Executivo e Chefe de Gabinete do CEO da Marca Renault. Desde 2022 era presidente e CEO da Renault-SOFASA, braço da montadora na Colômbia.

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Entre a saída de Pedrucci, sem qualquer comunicado da empresa, e a de Gondo, que comandava a operação desde janeiro de 2019 — após a ascensão do próprio Pedrucci para o comando regional —, a Renault também foi sacudida, na semana passada, pela notícia da saída de nada menos do que Luca De Meo, CEO global da montadora nos últimos cinco anos.

Curiosamente, De Meo estará fora da montadora também a partir do dia 14, dia em que Montenegro assumirá oficialmente o posto de Gondo.

ricardo gondo

Gondo: 29 anos de empresa, os últimos cinco como presidente.

A troca de nomes em postos-chaves no Brasil e região ocorre em particularmente importante para a Renault. No próximo dia 9,  a marca lançará o Boreal, terceiro SUV produzido em São José dos Pinhais, PR.

Também em julho, começará a vender no Brasil o primeiro modelo elétrico da parceira Geely, montadora chinesa que assumiu participação na fábrica paranaense e que produzirá futuramente no País.

Na semana passada a própria Geely informou que assumirá participação de 26,4% em joint venture controlada pela  Renault e que se concentrará na produção e distribuição de carros no Brasil sob as marcas Renault e Geely, assim como também poderá fabricar e distribuir veículos comerciais leves sob a marca Renault. A parceria, entretanto, ainda depende de aprovação das autoridades econômicas.


Foto: Divulgação

 

George Guimarães
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