Agora é oficial. A inauguração da fábrica da BYD em Camaçari, BA, será na próxima semana, 1º de julho. O evento ocorrerá cinco dias após data anunciada pelo vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy, que no lançamento em São Paulo do híbrido Song Plus, em 28 de maio, foi enfático ao dizer que a inauguração seria às 9h do dia 26 de junho.

Dificuldades com a agenda de algumas autoridades acabou gerando o atraso, conforme informações da própria empresa, que apesar da remarcação da data não confirma a presença nem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tampouco do vice-presidente e titular do MDIC, Ministério do Desenvolvimento da Indústria, Comércio de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin.

Tudo indica, contudo, que as principais autoridades federais, estaduais e municipais estarão por lá, assim como dirigentes regionais e globais da marca chinesa.

O primeiro carro a ser montado na Bahia é o elétrico Dolphin Mini e na sequência deve ser incorporado à linha o Song Pro. Também em julho, com maior probabilidade na última semana, será inaugurada a fábrica da GWM em Iracemápolis, no interior paulista. A data exata ainda depende de agenda de autoridades, incluindo a do presidente Lula.

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Apesar de algumas postergações da data de inauguração, Baldy garantiu no evento paulista que a empresa cumpre prazo acertado no contrato assinado com o governo da Bahia em junho de 2023, que era até 20 de julho de 2025.

A marca chinesa enfrentou alguns problemas em Camaçari no início deste ano por conta de denúncias de trabalho escravo no processo de construção da fábrica baiana, o que gerou ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a montadora e empreiteiras por ela contratada.

Segundo Baldy, a empresa vem se defendendo das denúncias e vai mostrar que está cumprindo as regras e as legislações locais. A operação inicial da BYD no Brasil ocorre pelo processo SKD, que envolve a montagem no local a partir de peças soldadas e pintadas vindas da China.

Há um pleito da montadora no governo para que a importação de SKD tenha alíquotas reduzidas para 10%, pedido contestado pela Anfavea e até mesmo pela Abeifa, que reúne importadores e tem a marca chinesa entre suas associadas. O investimento anunciado pela BYD é da ordem de R$ 5,5 bilhões.


 

Alzira Rodrigues
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