Indústria

GWM não descarta usar cota para importar carros CKD/SKD com tarifa zero

A BYD, responsável pelo pleito de benefícios para importar essas unidades, ainda não se pronunciou sobre decisão da Cacex

Areivindicação não atendida da chinesa BYD de ter alíquota reduzida para importar veículos eletrificados desmontados e semi-montadoras pelo prazo de 36 meses acabou gerando a criação de cotas por seis meses para a aquisição de unidades do gênero por empresas que se enquadrem na portaria Secex nº 420 publicada nesta sexta-feira, 31, e válida até o final de janeiro do ano que vem.

A briga pela redução de alíquota feita de forma isolada pela chinesa BYD gerou reação contrária de várias entidades, incluindo Anfavea, AEA e Sindipeças, além das principais montadoras do País – Stellantis, Volkswagen, GM e Toyota -, assim como de governadores de estados produtores e federações industriais.

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A Anfavea se mostrou vitoriosa, até pelo fato de a Cacex ter antecipado em um ano e meio – de julho de 2028 para janeiro de 2027 – a alíquota de 35% para carros importados eletrificados, mesmo índice válido para modelos a combustão.

Com a publicação da portaria 420, a também chinesa GWM não descartou interesse em usar as cotas regulamentadas hoje pelo governo federal, conforme comunicado assinado pelo seu diretor de Assuntos Institucionais, Ricardo Bastos

“Ainda estamos avaliando a possibilidade de usar as cotas da portaria do MDIC porque a GWM nunca trabalhou com o plano de recorrer a isenções para SKD e CKD. Nosso projeto de produção sempre foi no processo peça por peça (“part by part”). Esse é um processo mais complexo porque prevê conteúdo nacional logo no primeiro ano, como a pintura para 100% dos veículos produzidos no Brasil e a inclusão de componentes vindos de fornecedores nacionais”.

Ao contrário da GWM, que já havia se manifestado sobre a decisão da Cacex, apoiando as decisões do governo federal quanto a alíquotas de importação no setor automotivo, a BYD ainda não se pronunciou sobre o anúncio feito pela Cacex na última quarta-feira, 30. Ou seja, não dá para saber que está satisfeita ou insatisfeita com o fato de seu pleito não ter sido atendido.

Na agenda da reunião extraordinária do Cômite-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior, Gecex-Camex, de quarta-feira, 30, constava pleito da BYD de 36 meses para validade das alíquotas reduzidas para importação de CKD/SKD, embora seu vice-presidente sênior, houvesse falado em apenas 12 meses por duas ocasiões no início de julho.

Independentemente de ser o pedido de prazo de 12 ou 36 meses, a reinvindicação em si da BYD não foi atendida. O Gecex optou por aprovar cota com alíquota zero limitada a R$ 2,6 bilhões e pelo prazo de apenas 6 meses, abrindo a possibilidade de outras empresas aderirem ao benefício.

A BYD ainda não inaugurou oficialmente a fábrica de Camaçari, BA, por depender de algumas licenças, incluindo a ambiental, para poder efetivamente começar a operar.

Baldy chegou a comentar que a empresa só iria para de importar modelos completos do Dolphin Mini, Song Pro e King, que será montados no complexo baiano por 12 meses em sistema CKD, se o governo atendesse o pleito da montadora feito há quase quanto meses.


Foto: Divulgação/GWM

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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