De 2019 para cá, a Volkswagen bateu forte na tecla dos utilitários esportivos para o Brasil. A ofensiva SUV, como a própria marca definiu a sequência de lançamentos, resultou na oferta de três modelos fabricados aqui — T-Cross, Nivus e Tera —, além do argentino Taos e, com alguma irregularidade, do mexicano Tiguan.

A estratégia deu resultado e desde 2023 a marca é líder em utilitários esportivos, maior segmento do mercado brasileiro, responsável por praticamente metade dos licenciamentos de automóveis de passeio.

Aos SUVs, portanto, a Volkswagen deve boa parcela da recuperação que vem conseguindo na participação do mercado total e que chegou a 16,7% no acumulado de janeiro a julho.

Com o esquadrão de SUVs recém-completo pelo Tera, opção de entrada há apenas 3 meses nas lojas e forte candidato a líder do segmento, a Volkswagen passa a centrar esforços em outras frentes de seu portfólio de uma dúzia de modelos.

A “bola da vez” neste encerramento de ano são os esportivos ou esportivados. Depois de lançar o Nivus GTS em maio, a VW acaba de anunciar os lançamentos do Jetta GLI e, considerado clássico da marca, do Golf GTI, ambos importados.

O primeiro a ser ofertado em regime de pré-venda, a partir de 6 de setembro, será o Golf, com certeza o maior destaque do trio de esportivos que representará, mais do que muitos licenciamentos, um chamariz para o restante da linha.

O GTI retorna ao Brasil em sua oitava geração, com muitos recursos tecnológicos, acabamento esmerado e o motor mais potente da longa história do hatch.

São 245 cv desenvolvidos pelo motor 2 litros turbo de quatro cilindros, que, em conjunto com câmbio de dupla embreagem DSG de 7 velocidades, assegura aceleração de 0 a 100 km/h em 6,1 segundos.

Seu preço, assim como o do GLI, ainda é mantido em sigilo, mas naturalmente será “seletivo”, seja pelo produto em si, seja pela exclusividade que a Volkswagen quer propiciar aos poucos clientes do  hatch, que entrará para a história como o primeiro modelo da marca no Brasil a receber o logotipo VW iluminado.

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Sob o capô, o sedã com design externo atualizado não ficará muito atrás. Com vendas somente a partir de outubro, o GLI também é movido por um 2.0 turbo, mas que entrega 231 cv. Faz de 0 a 100 km/h em 6,6 segundos, marca alcançada também com o câmbio de dupla embreagem DSG de 7 marchas.

“É um momento de resgate da nossa tradição”, comemora Ciro Possobom, CEO e Presidente da Volkswagen do Brasil, que, em esforço de marketing para lançamento do GTI, dirigiu o hatch em desafio de aceleração contra pequeno avião monomotor em aeroporto no interior de São Paulo.


Foto: Divulgação

George Guimarães
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