Pais asiático emplacou 17,5 mil unidades, contra apenas 13,4 mil do país vizinho

O mercado de carros importados no Brasil viveu momento inédito em agosto, com a venda de modelos chineses superando pela primeira vez na história do setor a de carros e comerciais leves vindos da Argentina.
Tradicional maior parceiro tanto em exportações como em importações, o país vizinho emplacou 13,4 mil unidades por aqui no mês passado, sendo atropelado pela China, com 17,5 mil licenciamentos.
“Os modelos chineses representam 7,8% de participação dos emplacamentos totais de veículos novos, incluindo nacionais e importados, o maior índice da nossa série histórica”, comentou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.
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No acumulado dos primeiros oito meses do ano, a Argentina vendeu 134.866 carros no Brasil e a China volume já vem próximo, de 105.410. No primeiro caso verifica-se alta de 4,5% sobre o mesmo período do ano passado e, no segundo, de expressivos 45,4%.
No total, foram comercializados 313.275 veículos importados no mercado brasileiro, expansão de 12,1% (veja quadro abaixo com os demais importadores). Já no caso dos modelos nacionais o comportamento tende para estabilidade, com elevação insignificante de 0,8% (1.354.432 unidades comercializadas de janeiro a agosto).
Além das vendas de importados em alta, Calvet estima que ainda há cerca de 85 mil veículos vindos de fora em estoque, a maioria proveniente do país asiático. No caso dos produtos feitos aqui, o estoque entre montadoras e concessionárias é de 260 mil unidades.
Na contramão de toda essa situação, o positivo destacado pelo presidente da Anfavea é o aumento da participação de modelos nacionais nas vendas de eletrificados. Incluindo híbridos e elétricos, o índice subiu de 15% para 25% em um ano.
Com relação ao crescimento da participação chinesas, o presidente da Anfavea deixou claro posição de que a competitividade é boa e traz inovação para o setor.
“O que queremos é que os investimento também foquem em produção local. Ainda não temos nenhuma empresa chinesa na entidade, mas não é por descrimição de origem de capital. Desde que produza aqui qualquer montadora é bem-vinda”, comentou Calvet.
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