Indústria

Exportações de autopeças para os EUA caem e importações crescem

Brasil vendeu 6,8% a menos para lá este ano, mas em contrapartida comprou 12,8% a mais

Aliada à alta das importações, a queda das exportações para os Estados Unidos começa a contribuir para o aumento do déficit da balança comercial das autopeças brasileiras.

O saldo negativo cresceu consecutivamente nos últimos três meses, alcançando US$ 10,4 bilhões no acumulado até agosto, alta de 19,3% frente a igual período de 2024.

Dados publicados no site do Sindipeças mostram que a tendência de alta nas exportações foi revertida no mês passado em decorrência, principalmente, das sobretaxas impostas pelos Estados Unidos, primeiro em abril e depois em agosto.

No acumulado do ano ainda verifica-se expansão de 8,1%, para US$ 5,43 bilhões em embarques para outros países, mas em agosto – com total de US$ 681,5 milhões – as exportações caíram 5,4% sobre o mesmo mês do ano passado e 7,6% em relação a julho.

Em contrapartida, as importações seguem crescendo. Atingiram US$ 2,17 bilhões em agosto, elevação de 12,7% sobre idêntico mês de 2024. No ano, a alta nas compras em outros países é de 15,2%, com total de US$ 15,8 bilhões em 2025  frente aos R$ 13,7 bilhões dos primeiros oito meses de 2024.

O vaivém nas exportações e importações

Sobre as exportações, o Sindipeças destaca que as vendas para os Estados Unidos seguem em retração, “refletindo a perda de dinamismo” provocada pelas sobretaxas impostas pelo presidente Donald Trump.

A alíquota que era de 10% para autopeças de todos os veículos, passaram a ser de 25% a partir de abril para modelo até 5 toneladas e de 50% para os acima de 5 toneladas a partir de agosto.

As vendas para os EUA limitaram-se a US$ 97,9 milhões em agosto deste ano, recuo de 13,9% em relação ao mesmo mês de 2024 (US$ 113,7 milhões).  No acumulado do ano, as exportações para o mercado estadunidense caíram 6,8%, para US$ 828,4 bilhões.

Em contrapartida, os Estados Unidos  ampliaram em 12,8% suas vendas de autopeças para o Brasil nos oito meses, de U$ 1,48 bilhão ne janeiro a agosto do passado para US$ 1,67 bilhão este ano.

Como o mercado estadunidense em segundo lugar, a Argentina permanece como o principal destino das autopeças brasileiras, somando US$ 275,2 milhões em agosto, o equivalente a 40,4% do total exportado. No ano, os embarques para o país vizinho atingiram US% 2 bilhões, alta de 22,5$.

Em termos de importação, a China manteve a sua posição de principal país de origem das compras brasileiras, com aumento de 5,8% em agosto frente ao mesmo mês de 2024 e expressiva elevação de 19,6% no acumulado dos primeiros oito meses, com US$ 2,9 bilhões embarcados este ano.


 

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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