De Araquari, SC
Os 30 anos do BMW Group no Brasil foram completados precisamente no último dia 17. Os presentes para a comemoração desse marco, entretanto, serão entregues até o fim do ano. O primeiro deles é o X3 30 xDrive M Sport, que, ao lado do X3 M50 xDrive, lançado no começo do ano, será importante degrau dentro da linha de utilitários esportivos da marca.
A BMW qualifica o X3 como o SUV médio mais equipado e tecnológico em oferta no País. De fato, mesmo a nova versão mais barata, oferecida em pré-venda por R$ 515.950,00 e igualmente importada dos Estados Unidos, tem pacote de conteúdo de fazer inveja a muitos concorrentes diretos e até mesmo produtos de faixa superiores.
Sob o capô, motor quatro cilindros 2.0 TwinPower Turbo de 258 cv, sistema mild hybrid de 48V e câmbio de oito marchas e tração integral. Desempenho, naturalmente, de esportivo: 0 a 100km/h em 6,3 segundos.
Por dentro, gigantesco quadro curvo de instrumentos com realidade aumentada e multimídia unificados em peça única fazem encher os olhos de quem preza tecnologia, estilo e quer viver “no futuro”.

X3 30 xDrive M Sport: lançamento em momento histórico.
Bem diferente, o segundo e terceiro presentes serão confirmados apenas no fim do ano e agradarão mesmo os responsáveis pela operação que ganhou corpo — e mais relevância no contexto mundial da montadora — especialmente a partir da inauguração da fábrica de Araquari, SC, há 11 anos.
A empresa vive a expectativa de alcançar produção e vendas recordes no País. Na verdade, os executivos da BMW já dão como praticamente certa a fabricação de pelo menos 11 mil veículos em 2025, crescimento ao redor de 10% sobre o volume do ano passado, melhor marca até hoje.
Mas há potencial para bem mais, caso o mercado interno demande, uma vez que a planta só produz veículos que abastecem a rede de concessionárias brasileiras. O mais recente é também o primeiro híbrido plug-in montado no País: o X5 xDrive50e, lançado no fim do ano passado, e que compõe a linha nacional ao lado do sedã Serie 3 e do também SUV X1.
Araquari tem capacidade produtiva instalada de 32 mil veículos anuais em três turnos. Hoje, com 700 funcionários, além de mais 300 de fornecedores que atuam internamente — Benteler e Magna, dentre eles —, trabalha em um período apenas.
A produção local tem respondido por cerca de 60% das vendas de automóveis BMW no Brasil. No ano passado, segundo a Fenabrave, a marca negociou 16,1 mil automóveis nacionais e importados aqui — crescimento de 7% ou 1,1 mil unidades a mais do que no ano anterior.
Este ano, mesmo faltando os emplacamentos dos últimos dias de outubro, já superou 13,5 mil veículos licenciados.
A projeção é de que as vendas ultrapassem os 16,5 mil ou até se aproximem dos 17 mil licenciamentos ao longo dos doze meses, o que apenas ratificará a liderança inconteste do segmento premium dos últimos anos, com até o dobro das vendas da segunda marca.
O crescimento gradual da produção em Araquari é fruto também de respostas mais rápidas da montadora à demanda por produtos e soluções específicas para o mercado local. Nesse sentido, contribui, e muito, o fato de a motnadora dispor de uma robusta área de engenharia no ocmplexo catarinense.
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E que vem crescendo por conta das necessidades internas, muitas decorrentes de legislação e programas governamentais mais exigentes em relação a emissões e segurança, particularmente. Tanto que o departamento de engenharia quadruplicou investimentos e projetos ao longo da última década.
Além de testes de diversas natureza, inclusive dinâmicos com modelos que nem aqui são vendidos, saíram de lá nesse período, por exempo, aprimoramentos e novas funções dos sistemas de infoentretimento aplicados em toda a linha mundial de veículos.
“Todo BMW no mundo, assim, tem um pouco de brasileiro”, orgulha-se Marc Breithecker, diretor de engenharia do BMW Group Brasil, que, entretanto, não revela quantos engenheiros compõem sua equipe, alegando ser dado estratégico. “Mas são três dígitos”, diz.
Foto: Divulgação/AutoIndústria
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