Em contraste com o mercado de carros 0 km, que praticamente patinou no ano passado, o mercado de veículos usados bateu recorde histórico de vendas em 2025. Com expansão de 17,3%, foram 18,5 milhões de transações, ante total de 15,7 milhões negócios realizados em 2024.

Segundo dados consolidados pela Fenauto, Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores, o encerramento do ano foi marcado por um fôlego extra. Em dezembro, 1.774.488 veículos trocaram de propriedade, um salto de 19,1% sobre novembro e volume 20,4% superior ao do mesmo mês do ano anterior.

No caso do segmento dos seminovos, aqueles com até 3 anos de uso e que normalmente são mais procurados em períodos nos quais o consumidor tem dificuldade de comprar um 0 km, a alta no ano é de expressivos 40%, com 3,56 milhões de transações em 2025.

O segmento mais estável foi o de usados maduros (de 9 a 12 anos), com 3,5 milhões de negócios fechados no ano passado (veja tabela abaixo).

Para a Fenauto, esses números não são apenas estatísticos, mas refletem a importância vital do setor para a economia nacional, facilitando o acesso ao transporte individual e gerando milhares de negócios em todo o país.

José Everton Fernandes, recém-eleito presidente da entidade, destaca que o resultado que contempla todos os veículos usados, incluindo carros, comerciais leves, caminhões, ônibus e motos, é fruto de um esforço contínuo de profissionalização.

“A Fenauto vive um momento histórico e o recorde é o reflexo de um trabalho intenso para fortalecer a categoria e aumentar a geração de negócios. Estamos colhendo os frutos de um setor cada vez mais organizado e essencial para o giro da economia brasileira”, completou o presidente.

Apesar de definir 2026 como um ano atípico, com o calendário influenciado pela Copa do Mundo e pelas eleições, o executivo dize que a expectativa da entidade permanece positiva. A meta é manter o ritmo de crescimento e a sustentabilidade dos negócios.

“Sabemos que 2026 trará desafios importantes devido ao cenário político e aos eventos esportivos, que costumam alterar o comportamento de consumo. No entanto, a confiança do setor e a maturidade que alcançamos nos dão a segurança de que continuaremos em uma trajetória de bons resultados”, conclui Fernandes.


 

Alzira Rodrigues
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