A produção de veículos no Brasil totalizou 2.664.054 unidades no ano passado, volume 3,5% superior ao de 2024 (2.553.869), mas abaixo da expectativa da Anfavea de crescimento de 7,8%.
“Esperávamos mais, contudo não podemos dizer que foi um ano ruim”, comentou o presidente da Anfavea, Igor Calvet, lembrando que o País se manteve entre os oito maiores produtores de veículos do mundo e na sexta colocação no ranking mundial de vendas.
O que garantiu a alta no ano passado foi o segmento de veículos leves, cuja produção saltou 3,5%, de 2,38 milhões para 2,49 milhões de unidades (veja tabela abaixo).
Em contrapartida, a venda de caminhões recuou 12,1%, de 141,2 mil para 124,1 mil unidades, e a de ônibus evoluiu apenas 1,6%, de 27,7 mil para 28,2 mil unidades.
Também importante no contexto produtivo a expressiva elevação de 32,1% nas exportações, com a Argentina liderando com folga as compras de veículos brasileiros no exterior.
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Com relação ao mercado interno, houve alta de 2,1%, ante projeção de 5%, com desempenho positivo pelo terceiro ano consecutivo.
“A demanda por modelos importados subiu 6,6%, enquanto a venda de produtos nacionais teve alta de apenas 1,1%”, comentou Calvet.
A venda de importados no ano passado atingiu 498 mil unidades, alta de 37,6% sobre 2024. Do total, 50,2% vieram de países sem acordo de livre comércio com o Brasil, no caso Mercosul e México, especialmente da China.
O presidente da Anfavea também fez questão de ressaltar que o número de emplacamentos no ano passado foi favorecido pelas vendas diretas, que cresceram 7,9%, enquanto o varejo recuou 7%.

Fonte: Anfavea
Foto: Divulgação/VWCO
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